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Leopoldo Luque, médico de Maradona, testemunhou nesta quinta-feira (21) em julgamento na Argentina e afirmou que o ex-jogador "seria a única pessoa que diria a verdade" a seu respeito. O neurocirurgião, réu principal no processo, participou da décima segunda audiência em San Isidro, próximo a Buenos Aires, para esclarecer detalhes sobre a morte do ídolo. Luque destacou que Maradona o apoiaria em sua defesa, enquanto o julgamento busca responsabilizar médicos e profissionais envolvidos.
Na mesma sessão, Fernando Villarejo, médico intensivista que acompanhou Maradona após a cirurgia, disse que a transferência do ex-jogador para cuidados domiciliares não era adequada. Ele sugeriu a internação em uma clínica especializada, devido à dependência de álcool e drogas de Maradona. A internação aconteceu na cidade de Tigre, nas proximidades.
Relatos indicam que profissionais envolvidos recomendaram a transferência, mas que o ex-jogador não aceitava centros de reabilitação. Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e outros cinco profissionais são acusados de homicídio culposo com dolo, podendo pegar até 25 anos de prisão. Um outro réu será julgado em separado.