O filme "Dark Horse", que retrata a ascensão política de Jair Bolsonaro e o momento de sua facada em 2018, termina com cenas que sugerem uma conexão com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Segundo relatos de integrantes da produção ao GLOBO, há uma figura careca e de postura prepotente, que o roteiro indica como possível ministro do STF, embora com ambiguidades visuais.
Na última cena, um grupo de homens acompanha a posse de Bolsonaro na TV. O personagem, chamado Paulo Pontes, simboliza "o sistema" que Bolsonaro enfrentou. Ele é apresentado como um ex-barão das drogas de 1985, que depois surge como empresário poderoso em 2009, e, na campanha de 2018, como mentor de um suposto atentado contra o ex-presidente.
O filme também insinua, nas frases finais, que uma fraude eleitoral teria favorecido Lula na vitória de 2022. O texto sugere que, após perder por um ponto e meio, houve acusações de manipulação, manifestações por todo o país, prisões e, posteriormente, a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe em 2025, com uma pena de 43 anos de prisão pelo STF.
A produção tem patrocínio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, atualmente preso por diversos crimes. A produtora Go Up não se manifestou oficialmente até a última atualização.
O roteiro também traz uma cena em que um figurante, descrito como um ministro do STF, aparece com detalhes que remetem ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo um integrante do elenco, o ator foi escolhido por sua careca, de modo a destacar essa característica, reforçando a sugestão de relação com Moraes.
"Dark Horse" termina com a mensagem de que, em 2022, Lula venceu as eleições com 50,9% dos votos contra 49,1% de Bolsonaro, enquanto o filme insinua uma narrativa de fraude e manipulação eleitoral, alinhada a teorias da conspiração que circulam entre adversários políticos.