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sábado, 07 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Senador Otto Alencar avalia clima favorável para aprovação de Jorge Messias ao STF

Presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar, vê clima favorável para aprovação de Jorge Messias ao STF. Votação é vista como termômetro da relação entre governo e Senado.

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Senador Otto Alencar avalia clima favorável para aprovação de Jorge Messias ao STF

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), declarou nesta quarta-feira (29) que o ambiente é propício para a aprovação de Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Acredito em uma votação favorável tanto na CCJ quanto no plenário do Senado”, afirmou Alencar.

A expectativa do governo Lula é de que a indicação seja aprovada, mas a margem de votos ainda é incerta, dependendo de senadores que não se posicionaram publicamente. A votação é vista como um termômetro da relação entre o Planalto e o Senado para o restante do ano.

A indicação gerou tensão entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Aliados do governo consideram a aprovação provável, mas a condução do processo expôs divergências sobre o apoio de Alcolumbre à agenda do Executivo.

O cenário predominante no Senado é de aprovação com placar apertado. A falta de um gesto público de Alcolumbre mantém senadores sem se manifestar, gerando incerteza para o governo e antecipando dificuldades em pautas futuras.

Um levantamento indica que Messias tem 25 votos favoráveis e 22 contrários. Restam 34 senadores indecisos, dos quais 16 não responderam e 18 não pretendem se posicionar. Para aprovação, são necessários 41 votos.

Interlocutores do governo projetam entre 44 e 49 votos, confiando que indecisos migrarão a favor em votação secreta. A aprovação de Flávio Dino em dezembro de 2023, com 47 votos (abaixo dos 54 projetados), reforça a cautela.

Mudanças na CCJ buscaram favorecer o indicado. A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) substituiu Cid Gomes (PSB-CE), e Renan Filho (MDB-AL) assumiu a vaga de Sergio Moro (União-PR). A oposição também fez alterações, mas o governo acredita ter maioria consolidada na comissão.

Messias intensificou conversas individuais com senadores para garantir apoio, adaptando seu discurso às resistências e buscando demonstrar compromisso com a autonomia do Legislativo e a previsibilidade das decisões do STF.

Em temas sensíveis como aborto, Messias sinalizou que defenderá as hipóteses legais e deixará eventuais mudanças ao Congresso. Ele também almoçou com a bancada do PSB, buscando consolidar apoio.

O principal ponto de tensão é a postura de Alcolumbre, que não declarou apoio nem orientou sua base, aprofundando ruídos após um encontro reservado com Messias.

A indicação segue rito de duas etapas no Senado: sabatina na CCJ e votação no plenário. Ambas as votações são secretas. A aprovação na CCJ requer maioria simples, e no plenário, 41 votos.

Uma eventual rejeição seria histórica, marcando a primeira vez que o Senado barraria uma indicação ao STF e consolidando um rompimento entre governo e presidência do Senado.

Fonte: G1

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