Daniela da Silva, ex-chefe de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, fundou a ONG Ctrl+Z para confrontar o poder considerado 'desmedido' das gigantes de tecnologia. A organização, criada em parceria com a jornalista Tatiana Dias e o advogado Luã Cruz, lançará na próxima terça-feira (28) uma plataforma de denúncia anônima. O objetivo é oferecer um canal seguro para que usuários e funcionários exponham práticas abusivas e ilegais das empresas.
A iniciativa surge após a saída de Daniela da Meta, em janeiro de 2025, motivada pela decisão de Mark Zuckerberg de encerrar programas de moderação e checagem de conteúdo, em um movimento alinhado à volta de Donald Trump à Casa Branca. Segundo Daniela, a Ctrl+Z busca retomar um histórico brasileiro de cultura digital voltada à resistência e liberdade, tornando custoso para as empresas tomarem decisões prejudiciais à sociedade. A Ctrl+Z busca retomar um histórico brasileiro de cultura digital voltada à resistência e liberdade, tornando custoso para as empresas tomarem decisões prejudiciais à sociedade. ex-líder do WhatsApp no Brasil lança ONG para combater poder das Big Techs.
A plataforma de denúncias utilizará tecnologia do Global Leaks e provedor recomendado pelo Projeto TOR para garantir segurança máxima. Embora o acesso principal seja via navegador TOR, haverá também opção na web comum. O material recebido passará por avaliação jornalística antes de qualquer publicação, focando em problemas sistêmicos e de interesse público.
A falta de denunciantes de Big Techs no Brasil, segundo Daniela, deve-se a uma combinação de fatores culturais, como a visão do denunciante como 'traíra', a ausência de arcabouço jurídico de proteção e a pouca prática do jornalismo em lidar com esse tipo de material. Além disso, contratos com cláusulas amplas de confidencialidade e a vigilância crescente inibem a exposição de práticas indevidas. A falta de denunciantes de Big Techs no Brasil, segundo Daniela, deve-se a uma combinação de fatores culturais, como a visão do denunciante como 'traíra', a ausência de arcabouço jurídico de proteção e a pouca prática do jornalismo em lidar com esse tipo de material. Além disso, contratos com cláusulas amplas de confidencialidade e a vigilância crescente inibem a exposição de práticas indevidas. China assume liderança na corrida global de Inteligência Artificial.
Tatiana Dias ressalta a importância da Ctrl+Z em articular parcerias com veículos de imprensa para superar dificuldades de distribuição e acesso. A ONG pretende atuar com jornalismo investigativo, acesso à justiça e mobilização social, buscando financiamento diversificado, incluindo doações de pessoas físicas e apoio de organizações filantrópicas.
Daniela da Silva deixou a Meta após discordar publicamente da aliança da empresa com o governo dos EUA para barrar regulações em outros países. Ela considera o manifesto da Palantir, que sugere que o Vale do Silício deve liderar, como um sinal antidemocrático e perigoso, indicando uma transição para uma tecnocracia a serviço de um Estado militarizado e fascista. Daniela da Silva deixou a Meta após discordar publicamente da aliança da empresa com o governo dos EUA para barrar regulações em outros países. Ela considera o manifesto da Palantir, que sugere que o Vale do Silício deve liderar, como um sinal antidemocrático e perigoso, indicando uma transição para uma tecnocracia a serviço de um Estado militarizado e fascista. Elon Musk retira acusações de fraude contra OpenAI antes de julgamento.