O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai investigar o Google por suspeita de abuso de posição dominante no uso de notícias por inteligência artificial (IA). O conselheiro Diogo Thomson votou a favor da apuração nesta quarta-feira (8), após o julgamento ser suspenso por pedido de vista da conselheira Camila Cabral Pires Alves. O caso começou a ser analisado no ano passado para apurar a exibição de conteúdo jornalístico sem remuneração e desvio de tráfego e receitas publicitárias.
Thomson citou experiências internacionais que indicam impacto negativo de IAs de busca em veículos de mídia. Ele destacou que a posição monopolista do Google e o desequilíbrio de poder de negociação podem impedir a partilha equitativa de valor, com buscas por IA ampliando a extração de valor em detrimento dos editores.
O conselheiro argumentou que a conduta do Google evoluiu com a IA generativa, que sintetiza informações na busca. Isso altera o acesso, visibilidade e monetização do conteúdo jornalístico, sendo evidências suficientes para instaurar um processo administrativo. A related topic can be found in Projetos de Lei sobre IA Priorizam Controle e Vigilância.
O conselheiro Gustavo Augusto, que antes votou pelo arquivamento, ajustou sua posição e concordou com a investigação sobre o uso de dados pela IA, mas pediu o arquivamento da apuração sobre a raspagem de conteúdo. Faltam os votos de Camila Cabral Pires Alves, Carlos Jacques e José Levi. A similar situation can be found in Cade apura uso de notícias por IA do Google após voto de conselheiro and Golpistas usam avaliações falsas do Google para extorquir empresas.