A Meta Platforms elevou para entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões a previsão de investimentos de capital para 2026 e anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto. As medidas foram divulgadas nesta quarta-feira (21) junto com o balanço do terceiro trimestre da empresa.
O limite inferior da projeção subiu em relação aos US$ 130 bilhões previstos anteriormente. A companhia relaciona o aumento dos gastos à expansão de sua infraestrutura e de seus produtos de inteligência artificial.
A nova classe de ações será distribuída aos atuais investidores por meio de um dividendo em ações. Cada acionista receberá um papel adicional, em uma operação equivalente, na prática, a um desdobramento na proporção de dois para um.
A Meta espera que as negociações dos novos papéis comecem em janeiro. Segundo a empresa, as ações poderão ser usadas para captar recursos, remunerar funcionários e viabilizar possíveis aquisições, além de ajudar a manter Mark Zuckerberg no comando da companhia.
A receita da Meta cresceu 26% no terceiro trimestre, para US$ 64,6 bilhões, acima da estimativa de US$ 63,3 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 3,83, ante projeção de US$ 3,57, enquanto o lucro líquido somou US$ 9,86 bilhões.
Zuckerberg afirmou que os investimentos em inteligência artificial estavam dando resultado e que o negócio principal da empresa permanecia forte. O executivo também destacou o agente de IA Muse, utilizado por mais de 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos e no Canadá nas seis primeiras semanas de funcionamento, segundo a Meta.
A empresa informou que espera receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões no quarto trimestre. O ponto médio da previsão de investimentos de capital para 2026 é de US$ 140 bilhões, enquanto a Meta havia desembolsado cerca de US$ 86 bilhões nos nove primeiros meses do ano.
A companhia também prevê reduzir as perdas da Reality Labs, sua divisão de hardware, de até US$ 19 bilhões neste ano para cerca de US$ 15 bilhões em 2027. O número de funcionários caiu 15% em relação ao ano anterior após cortes de empregos.
Fonte: O Globo