Um relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS sugere o indiciamento e a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação aponta que Lulinha teria recebido R$ 300 mil mensais de Antônio Carlos Antunes, o "Careca do INSS", figura central no escândalo. O documento, que ainda será votado pelo colegiado, também pede o indiciamento do próprio "Careca do INSS" e do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.
Segundo o relatório, um ex-funcionário do "Careca do INSS", Edson Claro, teria testemunhado que o lobista mantinha pagamentos mensais a Lulinha e ostentava a proximidade com o filho do presidente. A CPI baseia o pedido de indiciamento em relações empresariais de Lulinha, incluindo sua sócia Roberta Moreira Luchsinger, apontada como intermediária entre Lulinha e o "Careca do INSS". O relatório menciona ainda que o "Careca do INSS" teria antecipado R$ 25 milhões para projetos como "Projeto Amazônia" e "Projeto Teste de Dengue", sem esclarecer a moeda utilizada.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, classificou o pedido de indiciamento como um ato eleitoral da oposição e uma tentativa de desgastar o governo. O advogado nega qualquer relação de Fábio Luís com os fatos investigados e alega que o vazamento de seu sigilo bancário demonstra o caráter político da ação.
O relatório destaca indícios de evasão de Lulinha do país, citando sua saída para a Espanha logo após a deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal em abril de 2025. A CPI argumenta que essa atitude compromete a aplicação da lei penal e fundamenta o pedido de prisão preventiva, pois há um fundado receio de que Lulinha tente se esquivar da justiça.