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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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POLÍTICA

CPI do INSS terá mais 60 dias de trabalho após decisão do STF

CPI do INSS terá 60 dias a mais de trabalho após determinação do STF. Senador Carlos Viana defende prorrogação para aprofundar investigações e ouvir novas testemunhas. Relator Alfredo Gaspar afirma que parecer final não pedirá indiciamento de Lula ou Bolsonaro.

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CPI do INSS terá mais 60 dias de trabalho após decisão do STF

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terá seu prazo de funcionamento estendido em 60 dias. A decisão atende a um pedido do presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (24/03/2026). Mendonça determinou que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), prorrogue os trabalhos da comissão, que se encerrariam nesta semana.

"Nós precisávamos de pelo menos mais 60 dias para que a investigação fosse completa", afirmou Viana. Ele explicou que o novo prazo permitirá aprofundar as investigações e ouvir novos depoimentos. O senador defende a extensão por mais dois meses, considerando o período suficiente para apresentar "uma resposta bem mais coerente em todos os aspectos" ao Brasil. Viana adiantou que pretende convocar testemunhas, incluindo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o presidente do Dataprev, Rodrigo Assumpção, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto. O senador também reiterou o interesse em ouvir Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso por envolvimento em escândalos financeiros.

O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), informou que seu parecer final, com cerca de 5 mil páginas e 228 indiciamentos, não pedirá o indiciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Para mim pouco importa se foi de governo a governo A, B, C ou D. O nosso papel aqui é corrigir uma dívida histórica da Previdência social para com o povo brasileiro", declarou Gaspar. O relatório também não deve pedir o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Embora Lulinha tenha tido a quebra de sigilo aprovada pela CPI, a medida foi posteriormente anulada pelo STF. Interlocutores afirmam que Lulinha será citado no relatório devido a suspeitas, mas sem elementos concretos para indiciamento. A defesa de Lulinha admitiu ao STF uma viagem a Portugal com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", financiada por este, mas alega que o deslocamento foi pontual e sem relação com o esquema investigado.

A decisão de Mendonça estabelece um prazo de 48 horas para Alcolumbre receber e ler o requerimento de extensão. Caso contrário, o requerimento será considerado automaticamente recebido e lido, autorizando a própria presidência da CPI a dar continuidade aos trabalhos.

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