O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governo federal possui alternativas para controlar a elevação do preço do diesel, caso os estados não aceitem a proposta de isenção do ICMS sobre o combustível importado. Em seu primeiro pronunciamento no cargo, Durigan garantiu que a equipe econômica não ficará parada diante dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços.
A proposta do Ministério da Fazenda, enviada aos governadores, prevê a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o final de maio, com a União compensando metade das perdas de arrecadação dos estados, estimadas em R$ 3 bilhões mensais. Durigan lamentou a pouca adesão, citando apenas o governador do Piauí como resposta positiva até o momento.
O ministro classificou a proposta como "generosa" e destacou o esforço do governo em dividir o ônus fiscal. Ele também mencionou outras ações em andamento, como o reforço na fiscalização, ajustes na tabela de frete e a desoneração de tributos federais (PIS/Cofins). A adoção de novas medidas dependerá da evolução do cenário internacional.
Durigan avaliou que o anúncio das primeiras ações já contribuiu para um "distensionamento" com a categoria dos caminhoneiros, afastando rumores de paralisação. Ele assegurou a continuidade do trabalho de seu antecessor, Fernando Haddad, com foco no ajuste fiscal, revisão de benefícios tributários e eficiência do gasto público.
Outras prioridades incluem o aperfeiçoamento do crédito e a regulação da concorrência em plataformas digitais. O ministro também pretende expandir o programa Eco Invest Brasil, voltado para captação de recursos privados para projetos socioambientais, com a emissão de títulos sustentáveis ainda este ano.