Motoristas nos Estados Unidos enfrentam aumento de 17% no preço da gasolina desde o início da guerra no Irã. O combustível já custa em média US$ 3,48 por galão, com variações regionais significativas. Profissionais de entrega e trabalhadores que dependem de seus veículos para o sustento sentem o impacto direto no bolso.
Brandon Moore, motorista de entregas no Alabama, relata ter adaptado suas rotas para encontrar postos com preços mais baixos. Ele pagou US$ 2,89 por galão na segunda-feira, comparado a US$ 2,60 na semana anterior. A instabilidade no Golfo Pérsico, afetando o fornecimento de petróleo bruto, é apontada como causa principal da alta.
Luke Roan, que viaja diariamente entre Pensilvânia e Nova Jersey, viu o custo de encher o tanque subir de US$ 32 para US$ 43. Ele e sua família passaram a consolidar viagens para economizar.
Em Hilo, Havaí, onde a gasolina custa em média US$ 4,52 por galão, gerentes de projeto relatam que os custos semanais de combustível para funcionários chegam a US$ 400.
James Anderson, dono de um negócio de paisagismo em Dallas, preocupa-se com o preço do diesel, que pode atingir US$ 6 por galão. Ele utiliza 1.500 galões por mês para seus equipamentos.
Em Chicago, o motorista de aplicativo Coleman Newell precisa dirigir duas horas a mais para manter sua renda diária devido à alta dos combustíveis. Ele compara o preço atual de US$ 3,50 por galão com os US$ 2,72 pagos antes do conflito.
Consumidores expressam preocupação com a duração do conflito e seus efeitos prolongados na economia, enquanto alguns atribuem a culpa a decisões políticas específicas.