Teresina, 28 de maio de 2024
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Avanços na medicina reprodutiva permitem a casais planejarem gravidez após os 35 anos

Com o avanço da medicina reprodutiva, ter uma gravidez após os 35 anos se tornou uma realidade cada vez mais comum entre as brasileiras.
Exame oferecido pelo Centro de Fertilidade do Hospital Moinhos de Vento mapeia 500 possibilidades de doenças genéticas
Exame permite mapear 500 possibilidades de doenças genéticas. Foto: Leonardo Lenskij

A decisão de ter filhos se tornou cada vez mais consciente e planejada ao longo dos anos. Tanto mulheres quanto homens têm adiado a maternidade e paternidade por diversos motivos, como o foco na carreira profissional e o desejo de consolidar relacionamentos estáveis antes de se tornarem pais.

Segundo um levantamento de 2021 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um aumento significativo de 63% nas gestações de mulheres entre 35 e 39 anos nos últimos dez anos. Essa tendência reflete a busca por um planejamento familiar mais a longo prazo.

No entanto, a preocupação com a saúde dos bebês gerados por casais mais maduros também tem aumentado. A coordenadora do Centro de Fertilidade do Hospital Moinhos de Vento, a ginecologista e especialista em reprodução assistida, Isabel de Almeida, destaca que uma das principais preocupações dos casais que procuram o centro é garantir a saúde do embrião.

Embora a especialista enfatize que não existem garantias absolutas quando se trata de gravidez, hoje existem exames, como o Painel Genético de Portador, que permitem identificar se os pais são portadores de diversas doenças genéticas. O Exame, oferecido pelo Centro de Fertilidade do Hospital Moinhos de Vento, mapeia 500 possibilidades de doenças genéticas.

Caso seja identificada alguma condição, os embriões fertilizados in vitro podem ser testados antes da transferência para o útero, prevenindo a doença no recém-nascido.

Gravidez após os 35 anos

Além disso, a idade materna avançada está associada a uma maior incidência de síndrome cromossômica nos bebês. A médica explica que, quando analisamos embriões fertilizados com óvulos de uma mulher de 35 anos, cerca de 30% deles apresentam alterações. Já em mulheres com mais de 40 anos, esse número pode chegar a até 85% de embriões com alterações.

Entre as doenças genéticas que têm ganhado destaque, está a Atrofia Muscular Espinhal (AME), que é a maior causa de mortalidade genética infantil, de acordo com estudos do Instituto Nacional de Atrofia Muscular Espinhal (Iname). A testagem genética pode ser realizada para avaliar a predisposição do casal em transmitir essa doença aos filhos.

Através de uma amostra de saliva dos pais, é possível analisar a predisposição genética para mais de 500 doenças. Se ambos os membros do casal apresentarem o gene para a mesma patologia, como é o caso da AME, por exemplo, a chance de o bebê desenvolver a doença é de 25%. Nesses casos, os embriões do casal podem ser testados para que apenas os saudáveis sejam implantados.

A médica ressalta que, apesar dos avanços tecnológicos nos exames, sempre haverá uma margem de risco associada à gestação. No entanto, à medida que o conhecimento e os serviços sejam difundidos, é possível que as próximas gerações deixem de carregar a herança genética para doenças graves.

A possibilidade de realizar exames genéticos pré-implantacionais e a conscientização sobre os riscos associados à idade materna avançada oferecem aos casais a oportunidade de planejar uma gestação mais segura e saudável.

O acesso a essas informações e avanços na medicina reprodutiva são fundamentais para auxiliar casais que desejam ter filhos depois dos 35 anos e garantir o bem-estar das futuras gerações.

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