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sábado, 07 de novembro de 2026

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Trump nomeia Stephen Miller para chefia de gabinete da Casa Branca

Trump substitui Susie Wiles por Stephen Miller na chefia de gabinete após derrota republicana nas eleições de meio de mandato.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a substituição de sua chefe de gabinete, Susie Wiles, por Stephen Miller. A mudança, que entra em vigor na segunda-feira (9), ocorre três dias após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato.

Segundo o anúncio publicado por Trump na Truth Social, Wiles passará a integrar a operação política do presidente. Ela confirmou que deixaria o cargo nesta sexta-feira e afirmou que continuará comprometida com Trump e com a missão do governo.

Wiles foi a primeira mulher a ocupar a chefia de gabinete da Casa Branca e teve papel central na vitória de Trump em 2024. De acordo com fontes ouvidas pelo New York Times, sua influência havia diminuído nos últimos meses, e o presidente passou a excluí-la de decisões sobre nomeações e a criticá-la diante de outros funcionários.

Após a derrota eleitoral, Trump responsabilizou Wiles pelo resultado diante de assessores e demonstrou irritação com sua equipe política. Aliados da ex-chefe de gabinete, por outro lado, consideram que ela se tornou alvo de uma tentativa de transferir a responsabilidade por uma estratégia eleitoral conduzida em grande parte pelo próprio presidente.

Miller trabalha com Trump desde a campanha presidencial de 2016 e ganhou espaço no segundo mandato. Principal assessor do presidente para a política migratória, ele defende o endurecimento das deportações, medidas contra instituições consideradas liberais e críticas a decisões judiciais contrárias ao governo.

A escolha de Miller é interpretada pelo New York Times como uma aposta na continuidade da agenda de Trump, apesar do revés nas urnas. O assessor também teria defendido o encerramento da guerra com o Irã, conflito iniciado em fevereiro que, segundo a reportagem, contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis e foi associado à derrota republicana.

A mudança ocorre em meio a especulações sobre os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Pete Hegseth. A Casa Branca negou planos para demiti-los; o Pentágono afirmou que Hegseth permanecerá no cargo, enquanto Rubio disse ao New York Times que pretende continuar no governo até o fim do mandato de Trump.

Com a nova maioria democrata no Congresso, integrantes do governo também se preparam para investigações parlamentares sobre decisões da administração, incluindo a condução da guerra e operações militares no Caribe. A derrota republicana foi seguida pela renúncia de Harmeet Dhillon, uma das principais autoridades do Departamento de Justiça, após conflitos com dirigentes da pasta.

Fonte: O Globo

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