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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a substituição de sua chefe de gabinete, Susie Wiles, por Stephen Miller. A mudança, que entra em vigor na segunda-feira (9), ocorre três dias após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato.
Segundo o anúncio publicado por Trump na Truth Social, Wiles passará a integrar a operação política do presidente. Ela confirmou que deixaria o cargo nesta sexta-feira e afirmou que continuará comprometida com Trump e com a missão do governo.
Wiles foi a primeira mulher a ocupar a chefia de gabinete da Casa Branca e teve papel central na vitória de Trump em 2024. De acordo com fontes ouvidas pelo New York Times, sua influência havia diminuído nos últimos meses, e o presidente passou a excluí-la de decisões sobre nomeações e a criticá-la diante de outros funcionários.
Após a derrota eleitoral, Trump responsabilizou Wiles pelo resultado diante de assessores e demonstrou irritação com sua equipe política. Aliados da ex-chefe de gabinete, por outro lado, consideram que ela se tornou alvo de uma tentativa de transferir a responsabilidade por uma estratégia eleitoral conduzida em grande parte pelo próprio presidente.
Miller trabalha com Trump desde a campanha presidencial de 2016 e ganhou espaço no segundo mandato. Principal assessor do presidente para a política migratória, ele defende o endurecimento das deportações, medidas contra instituições consideradas liberais e críticas a decisões judiciais contrárias ao governo.
A escolha de Miller é interpretada pelo New York Times como uma aposta na continuidade da agenda de Trump, apesar do revés nas urnas. O assessor também teria defendido o encerramento da guerra com o Irã, conflito iniciado em fevereiro que, segundo a reportagem, contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis e foi associado à derrota republicana.
A mudança ocorre em meio a especulações sobre os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Pete Hegseth. A Casa Branca negou planos para demiti-los; o Pentágono afirmou que Hegseth permanecerá no cargo, enquanto Rubio disse ao New York Times que pretende continuar no governo até o fim do mandato de Trump.
Com a nova maioria democrata no Congresso, integrantes do governo também se preparam para investigações parlamentares sobre decisões da administração, incluindo a condução da guerra e operações militares no Caribe. A derrota republicana foi seguida pela renúncia de Harmeet Dhillon, uma das principais autoridades do Departamento de Justiça, após conflitos com dirigentes da pasta.
Fonte: O Globo