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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende trabalhar com estados interessados em ampliar o uso da inteligência artificial (IA), após uma onda de vendas de ações de empresas de tecnologia.
Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a tecnologia como uma fonte de riqueza e disse ser totalmente favorável ao desenvolvimento da chamada superinteligência artificial. Ele não detalhou quais medidas pretende adotar para apoiar os governos estaduais.
Os investidores demonstraram preocupação com o volume de recursos destinado pelas grandes empresas do setor à IA e com possíveis restrições à expansão da infraestrutura necessária para o desenvolvimento da tecnologia.
A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3), ampliou as discussões sobre regras para a construção de centros de dados nos Estados Unidos. Essas instalações concentram equipamentos que armazenam e processam informações, mas também consomem grandes quantidades de energia e água.
Segundo Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), o resultado eleitoral não causou a queda das ações, mas acrescentou um risco a um mercado que já apresentava sinais de fragilidade. Na avaliação dele, decisões estaduais sobre licenciamento, fornecimento de energia e eventuais moratórias podem afetar a construção dos centros de dados.
A onda de vendas também atingiu os mercados asiáticos. O índice Nikkei, do Japão, caiu 5,96%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6,02%; as ações da SK Hynix caíram 10,4%, e as da Samsung Electronics, 6,4%.
Nos Estados Unidos, as sete maiores empresas de tecnologia conhecidas como Magnificent Seven fecharam em queda. A Tesla recuou 10,8%, a Nvidia caiu 9,3% e a AMD perdeu 17,3%.
Fonte: g1