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Uma nova onda de ameaças de bomba afetou pelo menos 18 voos em nove países europeus nesta sexta-feira, 6 de novembro. Todas as aeronaves aterrissaram em segurança, e as inspeções não encontraram explosivos.
Um grupo que reivindica a autoria dos alertas enviou mensagens a veículos de comunicação afirmando que os episódios são "apenas o começo" e ameaçando novos ataques contra meios de transporte no continente.
Os incidentes envolveram voos com origem ou destino na Bulgária, no Chipre, na República Tcheca, na França, na Hungria, na Itália, em Portugal, na Romênia e no Reino Unido. Também houve uma ameaça contra o aeroporto de Copenhague, na Dinamarca, mas as operações não foram interrompidas.
Os alertas atingiram pelo menos nove voos com origem ou destino em Praga, quatro aeronaves que sobrevoavam a França, dois aviões a caminho de Sófia e um voo entre Lisboa e Roma. A Hungria mobilizou caças três vezes para escoltar aeronaves civis em seu espaço aéreo, segundo o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi.
A sequência ocorre após ameaças registradas na terça-feira, 3 de novembro, e na quinta-feira, 5 de novembro. Segundo as informações disponíveis, os episódios obrigaram pelo menos 35 voos a mudar de rota ou passar por inspeções de segurança desde o início da semana.
Na Irlanda, ameaças contra veículos de comunicação levaram à evacuação de funcionários e a buscas policiais em redações e escritórios. A emissora pública RTÉ, o jornal Irish Independent, as rádios Newstalk e Today FM e o canal Virgin Media receberam alertas; a britânica Sky e a francesa TF1 também foram citadas entre os veículos ameaçados.
O governo irlandês classificou como provável a existência de uma campanha coordenada de falsas ameaças para provocar perturbações. O vice-primeiro-ministro Simon Harris afirmou que ainda não está claro se há uma pessoa por trás da operação ou se os episódios fazem parte de uma ação coordenada.
As autoridades europeias investigam se os alertas fazem parte de uma estratégia de desestabilização em meio às tensões geopolíticas do continente e ao apoio europeu à Ucrânia. Até o momento, não há evidências de envolvimento de um grupo terrorista ou de um Estado estrangeiro, como Rússia ou Irã.
Alguns alertas enviados na quinta-feira foram assinados em nome dos "combatentes do Estado Masculino", referência a um movimento russo de extrema direita, ultranacionalista e misógino. O fundador do grupo, Vladislav Pozdniakov, negou envolvimento e afirmou que a organização deixou de existir em 2021.
A Otan informou que acompanha a situação e mantém contato com os países aliados. O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, defendeu uma resposta equilibrada para evitar interrupções desproporcionais causadas por mensagens falsas.
Fonte: O Globo