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O Bradesco reduziu de 1% para 0,4% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2027, segundo relatório divulgado em 6 de novembro de 2026. O banco também elevou de 4,1% para 5,3% a estimativa de inflação para o próximo ano.
A equipe econômica da instituição atribui as revisões à combinação de condições financeiras mais restritivas, menor confiança e desaceleração do crédito. Para o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, a atividade já apresentava sinais de moderação apesar dos estímulos implementados ao longo de 2026.
Os indicadores do terceiro trimestre apontam, segundo Honorato, para uma contração de 0,2% do PIB no período. Ele citou a restrição monetária, a desalavancagem das famílias e a perda de confiança dos empresários como fatores que estariam reforçando o enfraquecimento da atividade.
Honorato afirmou que o arcabouço fiscal precisa ser reforçado para ancorar as expectativas. O economista projeta que o governo cumprirá ao menos o piso da banda da meta de resultado primário, que em 2027 prevê superávit de R$ 73,2 bilhões, mas admite um resultado de até R$ 36,6 bilhões.
O Bradesco também elevou a previsão do IPCA de 4,9% para 5,5% em 2026 e de 4,1% para 5,3% em 2027. Honorato classificou o cenário inflacionário como mais desafiador e citou uma sequência de choques que pode pressionar os preços no próximo ano.
Para a política monetária, o banco espera que o Banco Central mantenha a Selic em 13,75% durante o primeiro semestre de 2027 e retome gradualmente os cortes até levar a taxa a 12,75% no fim do ano.
Fonte: O Globo