O presidente da China, Xi Jinping, defendeu a cooperação com os Estados Unidos no desenvolvimento e na gestão da inteligência artificial durante um jantar com executivos de tecnologia na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira, 24 de setembro de 2026.
O encontro ocorreu após uma reunião bilateral com o presidente americano, Donald Trump, e reuniu líderes das principais empresas de tecnologia e do setor financeiro. Segundo Xi, os dois países têm a responsabilidade de garantir que a IA permaneça sob controle humano e seja usada em benefício da população.
Trump afirmou que as decisões tomadas pelos dois países sobre a tecnologia podem promover paz e prosperidade nas próximas décadas. Estados Unidos e China lideram atualmente a corrida global pela inteligência artificial, com empresas americanas como OpenAI e Anthropic e chinesas como DeepSeek e Moonshot.
Apesar do tom conciliador de Xi, Trump havia dito antes do encontro que pretendia manter a inteligência artificial “exatamente onde ela está”, sinalizando oposição a novas salvaguardas. Na quarta-feira, o representante da Casa Branca Michael Kratsios também rejeitou a criação de estruturas internacionais de governança para a tecnologia.
Durante a reunião bilateral, Xi afirmou que os dois países podem manter um diálogo sobre os riscos e benefícios da IA e trabalhar para evitar seu uso mal-intencionado, de acordo com a agência estatal chinesa Xinhua. “Embora haja concorrência, há um potencial ainda maior para a cooperação”, disse o líder chinês.
O jantar contou com a presença de Sam Altman, da OpenAI; Jensen Huang, da Nvidia; Tim Cook, presidente do conselho da Apple; Mark Zuckerberg, da Meta; Lisa Su, da AMD; Jeff Bezos, da Amazon; Sundar Pichai, do Google; e Elon Musk. Também participaram representantes do setor financeiro, como Jane Fraser, do Citigroup, e Jamie Dimon, do JPMorgan Chase.
Nenhuma empresa chinesa foi representada entre os convidados. Dos 130 participantes, 19 integravam a delegação chinesa, mas nenhum era empresário.
Xi também afirmou que a China mantém as portas abertas para empresas americanas interessadas em investir no país e pediu tratamento justo para companhias chinesas nos Estados Unidos. Em seu discurso, citou episódios de cooperação entre os dois países e fez um apelo por novas parcerias no futuro.
Fonte: O Globo