William Correia da Silva Junior, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como líder do grupo Anjos da Guarda Vigilância Comunitária, tornou-se réu em um processo por assédio sexual contra uma atleta paralímpica em São Paulo.
Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, os fatos ocorreram em 2021, durante uma competição interestadual. A vítima tinha 16 anos, e William, 34. Na ocasião, ele acompanhava a delegação do Rio de Janeiro como integrante da equipe de apoio.
A acusação afirma que William fez comentários inadequados sobre a adolescente, enviou mensagens pelas redes sociais convidando-a para ir ao quarto de hotel e entrou no local onde ela estava com outra menor de idade.
O caso foi inicialmente registrado no Rio de Janeiro, mas a investigação foi transferida para São Paulo porque os fatos teriam ocorrido naquele estado. A Polícia Civil paulista indiciou William por assédio sexual de forma continuada, e a denúncia foi recebida pela Justiça em maio de 2026.
A defesa pediu a rejeição da denúncia e a absolvição sumária. Os advogados alegaram que a acusação seria genérica e não demonstraria constrangimento, ameaça, chantagem ou intenção específica de obter vantagem sexual. A Justiça manteve o processo, que tramita em segredo.
Após faltar a uma audiência em agosto, sob alegação de problemas de saúde, William prestou depoimento em 22 de setembro, segundo o Ministério Público paulista. As partes apresentaram suas manifestações finais, e o caso aguarda a sentença de uma juíza criminal. A defesa informou que só voltará a se manifestar depois da decisão.
William foi exonerado do governo do Rio de Janeiro em 2020, mas participou da competição de 2021 por meio de um termo de colaboração entre a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer e a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos.
Além do processo em São Paulo, William é citado pelo Ministério Público do Rio como fundador e líder do grupo Anjos da Guarda Vigilância Comunitária. Segundo a promotoria, o coletivo organizava perseguições, divulgava imagens de adolescentes suspeitos de crimes e promovia rondas informais em bairros da Zona Sul. Pelo menos duas investigações sobre a atuação do grupo estão em andamento no Rio.
Fonte: g1