William Correia da Silva Junior, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como líder do grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária”, tornou-se réu em um processo por assédio sexual contra uma atleta paralímpica durante uma competição realizada em São Paulo, em 2021.
Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, a adolescente tinha 16 anos na época e Correia, 34. A acusação afirma que ele fez comentários inadequados, enviou mensagens convidando a jovem para seu quarto de hotel e entrou no local onde ela estava com outra adolescente.
A denúncia foi aceita pela Justiça em maio de 2026. A defesa apresentou resposta em julho, pediu a rejeição da acusação e a absolvição sumária, alegando que a imputação seria genérica e não demonstraria constrangimento, ameaça ou intenção específica de obter vantagem sexual.
A Justiça manteve o recebimento da denúncia. Após faltar a uma audiência em agosto, sob alegação de problemas de saúde, William prestou depoimento em 22 de setembro, segundo o Ministério Público paulista. O processo tramita em segredo de Justiça e aguarda a sentença.
O caso começou a ser registrado no Rio de Janeiro, mas foi transferido para São Paulo porque os fatos teriam ocorrido na capital paulista. A Polícia Civil de São Paulo indiciou Correia por assédio sexual de forma continuada.
Na época da competição, William acompanhou a delegação do Rio como integrante da equipe de apoio, embora tivesse sido exonerado do governo estadual em 2020. Documentos apresentados pela Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos à Justiça indicam que ele foi incluído na comitiva por meio de um termo de colaboração com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.
Além do processo em São Paulo, Correia é citado pelo Ministério Público do Rio em investigações sobre o grupo Anjos da Guarda Vigilância Comunitária. Segundo a promotoria, a organização promovia perseguições, divulgava imagens de adolescentes suspeitos de roubos e furtos e organizava rondas informais em bairros da Zona Sul, como Copacabana e Ipanema.
A defesa informou ao g1 que só se manifestará novamente após a sentença. William não foi condenado e responde às acusações com direito à defesa e ao contraditório.
Fonte: g1