O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente da China, Xi Jinping, para um jantar de Estado na Casa Branca nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ao fim do segundo dia da visita oficial do líder chinês a Washington.
Em discurso antes da refeição, Trump destacou a relação entre os dois países, elogiou Xi e entregou a ele uma estátua de uma águia-de-cabeça-branca, símbolo nacional dos Estados Unidos. O presidente americano também mencionou os planos para construir um salão de festas na Casa Branca.
Xi citou os 250 anos da independência americana, a coleção de porcelanas chinesas de George Washington e a chamada Diplomacia do Pingue-Pongue, que ajudou a aproximar Washington e Pequim em 1971.
Segundo Xi, China e Estados Unidos devem atuar como países grandes e responsáveis, buscar novas formas de convivência e abrir um novo capítulo na relação bilateral.
O jantar teve um menu de três etapas com ingredientes americanos e influência chinesa. O brinde foi feito com um vinho espumante da mesma vinícola associada ao chamado Brinde da Paz, realizado pelo então presidente Richard Nixon e pelo premiê chinês Zhou Enlai durante a visita de Nixon a Pequim, em 1972.
Horas antes, Trump e Xi participaram de uma reunião bilateral sobre comércio, inteligência artificial, Taiwan, Oriente Médio e Ucrânia. De acordo com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, os dois concordaram em estender por dois meses a chamada Trégua de Busan, que havia interrompido a escalada da guerra tarifária entre os países.
Xi também convidou 100 mil estudantes americanos a visitarem a China nos próximos cinco anos e anunciou a chegada de dois pandas ao zoológico de Atlanta. O presidente chinês afirmou ainda que Pequim espera que empresas chinesas sejam tratadas de forma justa nos Estados Unidos.
Entre os convidados estavam integrantes dos dois governos, políticos, aliados de Trump e empresários do Vale do Silício. Elon Musk se sentou ao lado da primeira-dama americana, Melania Trump, enquanto Tim Cook ficou próximo da primeira-dama chinesa, Peng Liyuan.
Fonte: O Globo