O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presenteou o líder chinês, Xi Jinping, com uma escultura de uma águia-careca durante um jantar de gala na Casa Branca, na quinta-feira, 24 de setembro de 2026. O evento reuniu mais de 130 convidados, incluindo executivos da indústria de tecnologia americana.
Segundo observadores citados na reportagem, o gesto buscou evidenciar a relação pessoal entre os dois líderes. Trump afirmou que a obra representa o espírito livre e altivo dos Estados Unidos e disse que ele e a primeira-dama, Melania Trump, participaram da concepção da escultura.
Durante o jantar, Trump também mostrou a Xi o novo salão de baile em construção na sede do governo americano e uma fotografia de uma máquina de assinatura automática instalada na galeria dedicada aos ex-presidentes, em referência ao ex-presidente Joe Biden.
O encontro ocorreu enquanto repórteres da CNN, da MS Now e do Politico eram impedidos de acompanhar compromissos oficiais na Casa Branca. As emissoras tinham obtido uma decisão judicial que garantia o acesso, mas foram inicialmente barradas e, mais tarde, jornalistas da CNN e da MS Now também não puderam entrar no jantar.
Trump afirmou que CNN e MS Now haviam se recusado a cobrir a chegada de Xi, mas as emissoras rejeitaram a declaração e informaram a agenda do líder chinês pelas redes sociais.
Xi defendeu a coexistência pacífica entre China e Estados Unidos e alertou para os riscos da chamada armadilha de Tucídides, teoria que relaciona a disputa entre uma potência emergente e outra estabelecida a um maior risco de conflito. O líder chinês também anunciou um programa de intercâmbio para 100 mil jovens americanos e o empréstimo de dois pandas a um zoológico de Atlanta.
O pesquisador Ryan Hass, do Brookings, avaliou que o jantar teve como objetivo demonstrar que os dois governos conseguem administrar a relação bilateral dentro de limites toleráveis de competição. A cerimônia também reacendeu o debate sobre as regras americanas para presentes recebidos ou oferecidos por autoridades estrangeiras, já que não foi informado quanto custou a escultura nem quem pagou por ela.
Fonte: O Globo