Ir para o conteúdo

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Prisão de namorado de Isabelle é investigada por indução ao suicídio

João Munhoz Neto foi preso em Fortaleza sob suspeita de induzir Isabelle Caracristi ao suicídio e praticar violência psicológica.

Compartilhe
WhatsApp

João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso preventivamente em Fortaleza, no Ceará, sob suspeita de induzir a namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos, ao suicídio e de praticar violência psicológica contra ela. A estudante foi encontrada morta em 13 de setembro, após cair do rooftop do condomínio onde morava, no bairro Aldeota. ([diario.dopovo.com.br](https://diario.dopovo.com.br/2026/09/25/namorado-de-isabelle-caracristi-e-preso-por-suspeita-de-inducao-ao-suicidio/))

A prisão não representa condenação. Munhoz permanece na condição de investigado, enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e reúne elementos para verificar se houve relação entre a conduta atribuída a ele e o resultado fatal.

O artigo 122 do Código Penal pune quem induz ou instiga outra pessoa a cometer suicídio, ou presta auxílio material para isso. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de reclusão de dois a seis anos; a legislação também prevê agravantes em situações específicas, como o uso de redes sociais e a vulnerabilidade da vítima. ([planalto.gov.br](https://planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm))

Para caracterizar o crime, a investigação precisa demonstrar uma conduta concreta de incentivo, convencimento ou auxílio, além do vínculo entre essa conduta e a decisão da vítima. Conversas, depoimentos, registros digitais, documentos e outros elementos podem ser usados para avaliar essa possível relação.

Segundo a Polícia Civil do Ceará, a apuração também considera a suspeita de violência psicológica, prevista no artigo 147-B do Código Penal. Depoimentos citados pela corporação apontam que João teria controlado a rotina de Isabelle, restringido a liberdade dela e tentado mantê-la isolada, mas essas informações ainda fazem parte da investigação. ([mais.opovo.com.br](https://mais.opovo.com.br/jornal/cidades/2026/09/22/caso-isabelle-entenda-os-pontos-que-fundamentaram-a-prisao-de-joao-munhoz-neto.html))

O celular de João foi apreendido e passa por perícia. A polícia informou que aparelhos eletrônicos e imagens de câmeras continuam sendo analisados; até 22 de setembro, dez laudos periciais haviam sido concluídos e outros três estavam em elaboração. O inquérito era conduzido por equipes da Polícia Civil, da Delegacia de Defesa da Mulher e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. ([opovo.com.br](https://www.opovo.com.br/noticias/seguranca-publica/2026/09/22/celular-de-namorado-de-isabelle-e-apreedido-e-passa-por-analise.html))

A prisão preventiva foi determinada pela Justiça do Ceará durante a investigação. O caso ainda depende da conclusão das diligências, dos laudos e da eventual apresentação de denúncia pelo Ministério Público, que deverá avaliar se há elementos suficientes para levar o investigado à Justiça.

Fonte: g1

Leia também