João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, está preso preventivamente em Fortaleza, no Ceará, sob investigação por suspeita de induzir ou instigar o suicídio da jovem e por violência psicológica. Isabelle, de 22 anos, morreu em 13 de setembro de 2026 após cair do rooftop de um condomínio no bairro Aldeota.
A Justiça manteve a prisão após audiência de custódia realizada em 23 de setembro. O caso tramita sob segredo de Justiça, e a defesa informou que pretende contestar a medida por meio de habeas corpus. A prisão preventiva não representa condenação nem comprova, por si só, a responsabilidade criminal do investigado. ([noticias.uol.com.br](https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/23/justica-mantem-prisao-de-namorado-de-jovem-morta-no-ce-defesa-pede-soltura.ghtm?utm_source=openai))
Segundo a Polícia Civil do Ceará, depoimentos apontam que João teria controlado a rotina de Isabelle, restringido sua liberdade e tentado isolá-la. A corporação também apura se houve uma conduta direcionada a influenciar a decisão da jovem, hipótese que ainda depende da análise de mensagens, depoimentos e demais provas.
O artigo 122 do Código Penal prevê punição para quem induz ou instiga alguém a se suicidar ou presta auxílio material para a prática. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão; a punição pode ser duplicada em situações específicas, como motivo egoístico, torpe ou fútil, ou capacidade de resistência reduzida da vítima. ([planalto.gov.br](https://planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm))
Para caracterizar o crime, a investigação precisa demonstrar uma ligação concreta entre a conduta do suspeito e o suicídio. Não basta comprovar a existência de um relacionamento abusivo ou de sofrimento emocional: é necessário reunir elementos que indiquem indução, instigação ou auxílio, conforme a hipótese investigada.
A defesa nega que João tenha induzido Isabelle ao suicídio ou praticado violência psicológica. O inquérito continua em andamento, e caberá ao Ministério Público avaliar, ao final da investigação, se existem elementos para apresentar denúncia à Justiça.
Fonte: g1