Ir para o conteúdo

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Prisão de namorado de Isabelle apura suspeita de indução ao suicídio

João Munhoz está preso preventivamente por suspeita de induzir o suicídio de Isabelle Caracristi; investigação ainda não foi concluída.

Compartilhe
WhatsApp

João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, está preso preventivamente em Fortaleza desde 22 de setembro, sob suspeita de envolvimento na morte da estudante, encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde morava, no bairro Aldeota. A prisão foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada em 23 de setembro, enquanto a Polícia Civil do Ceará continua investigando o caso. ([gcmais.com.br](https://gcmais.com.br/noticias/2026/09/23/justica-mantem-prisao-preventiva-de-joao-munhoz-neto-apos-audiencia-de-custodia))

A suspeita de indução, instigação ou auxílio ao suicídio está prevista no artigo 122 do Código Penal. O dispositivo pune quem leva outra pessoa a tirar a própria vida, estimula essa decisão ou fornece ajuda material para que ela ocorra. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão, sem prejuízo de outras acusações que possam ser analisadas no caso. ([planalto.gov.br](https://planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm))

Para sustentar esse tipo de imputação, a investigação precisa reunir elementos que demonstrem uma relação direta entre a conduta do suspeito e a decisão da vítima. Entre as provas analisadas no caso estão mensagens, áudios, depoimentos de familiares e testemunhas, imagens de câmeras de segurança e dados extraídos de aparelhos eletrônicos. A polícia também apura relatos de controle da rotina e de violência psicológica no relacionamento. ([gcmais.com.br](https://gcmais.com.br/noticias/2026/09/23/justica-mantem-prisao-preventiva-de-joao-munhoz-neto-apos-audiencia-de-custodia))

A prisão preventiva não significa que João Munhoz tenha sido condenado ou que a responsabilidade criminal esteja comprovada. A defesa contesta o envolvimento dele na morte e sustenta a versão de que Isabelle teria cometido suicídio. O processo tramita sob sigilo, e a investigação ainda deve definir se houve indução, instigação, auxílio, violência psicológica ou outra circunstância relacionada à morte. ([gcmais.com.br](https://gcmais.com.br/noticias/2026/09/23/justica-mantem-prisao-preventiva-de-joao-munhoz-neto-apos-audiencia-de-custodia))

Fonte: G1

Leia também