O papa Leão XIV chegou à França nesta sexta-feira (25) para uma visita de quatro dias, com compromissos em Paris, Lourdes e Metz e uma agenda que inclui inteligência artificial, eutanásia e abusos sexuais na Igreja.
O avião do pontífice pousou pouco antes das 8h, no horário de Greenwich, nos arredores de Paris. O presidente Emmanuel Macron e a primeira-dama Brigitte Macron devem receber o papa, de 71 anos, no Palácio do Eliseu.
As primeiras declarações de Leão XIV no país estão previstas para o Eliseu e para a sede da Unesco, em meio ao debate sobre os impactos da inteligência artificial. Macron também pretende presenteá-lo com uma reprodução parcial de um vitral da catedral de Notre-Dame e um fragmento de DNA sintético com um exemplar do Evangelho, segundo o gabinete presidencial.
O pontífice fará um percurso de 2,5 quilômetros em papamóvel pelo centro de Paris até Notre-Dame. A visita à catedral será a primeira de um papa desde a reconstrução do templo, reaberto em dezembro de 2024.
A programação desta sexta-feira inclui ainda uma vigília com jovens no Stade de France. São esperados 80 mil participantes, com idades entre 17 e 35 anos, além de apresentações musicais e uma conversa com o papa.
A viagem mobilizará 15 mil policiais e gendarmes, 17 mil voluntários e 2.500 jornalistas credenciados. O custo estimado é de 27 milhões de euros, cerca de US$ 30 milhões.
Em Lourdes, no sábado e no domingo, Leão XIV se reunirá com vítimas de abusos sexuais cometidos no âmbito da Igreja. A visita terminará em Metz, onde o pontífice fará um discurso sobre a paz e a União Europeia.
A agenda também prevê encontros sobre acolhimento de migrantes e a situação da Europa. A Igreja na França atravessa um período de queda da prática religiosa, embora os batismos de jovens tenham aumentado nos últimos cinco anos.
Segundo as estimativas divulgadas para a viagem, cerca de 1 milhão de pessoas devem acompanhar o papa nos dois primeiros dias em Paris. Igrejas exibem cartazes de boas-vindas, e uma estrutura foi montada para a missa de sábado nos Champs-Élysées.
Fonte: O Globo