A Organização das Nações Unidas atualizou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a lista de empresas vinculadas a assentamentos israelenses em território palestino. A base de dados passou a reunir 214 companhias, a maioria com sede em Israel.
Airbnb, Booking, Expedia, Motorola e TripAdvisor continuam na lista elaborada pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. O órgão informou que a relação não é exaustiva e passa por atualizações periódicas, com inclusões e retiradas.
Em comparação com o ano passado, cinco empresas foram excluídas: uma israelense, duas espanholas, uma canadense e uma portuguesa. Também há companhias sediadas nos Estados Unidos, em países europeus, no México, na África do Sul e na China.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que o relatório lembra às empresas suas responsabilidades na área de direitos humanos. Segundo ele, as companhias devem agir com a devida diligência para evitar envolvimento em violações ou abusos.
A lista foi publicada pela primeira vez em 2020, após uma resolução aprovada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2016. A medida solicitou a criação de uma base de dados sobre empresas envolvidas em atividades relacionadas à construção e ao desenvolvimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
Israel contesta a base de dados. Em comunicado à agência AFP, a representação israelense junto à ONU em Genebra afirmou que o mecanismo foi criado com o objetivo de perseguir o Estado judeu e não tem equivalente no mundo.
Fonte: O Globo