João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso preventivamente em Fortaleza, no Ceará, sob suspeita de violência psicológica e de induzir ao suicídio a namorada Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem morreu após cair do rooftop de um condomínio no bairro Aldeota, e a perícia preliminar apontou que ela se jogou do prédio.
Segundo a Polícia Civil do Ceará, a investigação apura relatos de que João controlava a rotina da vítima, restringia sua liberdade e tentava isolá-la. O celular do investigado foi apreendido e passou por análise, enquanto as circunstâncias da morte continuam sendo investigadas.
O artigo 122 do Código Penal prevê como crime induzir ou instigar alguém a cometer suicídio ou automutilação, além de prestar auxílio material para esses atos. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão, podendo ser duplicada em situações como motivo egoístico, vítima vulnerável ou uso de redes sociais.
Para caracterizar o crime, a investigação precisa demonstrar uma relação entre a conduta do suspeito e a decisão da vítima. Conversas, mensagens, depoimentos, registros digitais e outras provas podem ser analisados para verificar se houve incentivo direto, manipulação ou auxílio material, conforme explicaram especialistas ouvidos na reportagem.
A prisão preventiva não representa condenação. João Munhoz Neto é investigado e ainda deverá exercer o direito de defesa durante o processo, enquanto a Polícia Civil reúne elementos para esclarecer se houve indução ao suicídio, violência psicológica ou outros crimes.
Fonte: g1