João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso preventivamente em Fortaleza e é investigado pela morte da namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta após cair do rooftop do condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em 13 de setembro. A Polícia Civil apura suspeitas de indução, instigação ou auxílio ao suicídio e de violência psicológica. ([www1.folha.uol.com.br](https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/namorado-de-estudante-encontrada-morta-em-condominio-em-fortaleza-e-preso.shtml?utm_source=openai))
Segundo a Perícia Forense do Ceará, os vestígios indicam uma “precipitação voluntária”, expressão usada para descrever uma queda provocada pela própria vítima. As imagens analisadas mostram Isabelle subindo sozinha até o 23º andar, mas o rooftop não tinha câmeras, e a investigação ainda tenta esclarecer o que ocorreu no local e se houve influência de terceiros. ([noticias.uol.com.br](https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/23/coletiva-de-imprensa-caso-isabelle.ghtm?utm_source=openai))
A prisão não significa que João tenha sido condenado. Ele permanece na condição de investigado, e a polícia busca reunir provas sobre a possível relação entre a dinâmica do relacionamento, eventuais condutas de controle e a morte da estudante. A defesa nega que ele tenha cometido crime e afirma que ele não estava no prédio no momento da queda. ([www1.folha.uol.com.br](https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/namorado-de-estudante-encontrada-morta-em-condominio-em-fortaleza-e-preso.shtml?utm_source=openai))
O artigo 122 do Código Penal considera crime induzir ou instigar alguém a cometer suicídio ou automutilação, além de prestar auxílio material para essas práticas. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão; a legislação também prevê aumento em situações como motivo egoístico ou vítima com capacidade de resistência diminuída. ([planalto.gov.br](https://planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm?utm_source=openai))
Na prática, a investigação precisa demonstrar que a conduta do suspeito contribuiu diretamente para a decisão da vítima. Conversas, mensagens, depoimentos, perícias em celulares e outros elementos podem ser usados para verificar se houve incentivo, pressão, manipulação ou auxílio material, mas a existência de um relacionamento difícil, isoladamente, não comprova o crime.
A Polícia Civil informou que analisa mensagens recuperadas do celular de Isabelle, depoimentos de familiares e testemunhas e imagens de diferentes áreas do condomínio. Os investigadores também apuram relatos de que João controlava a rotina da namorada e restringia sua liberdade, possíveis elementos relacionados à suspeita de violência psicológica. ([noticias.uol.com.br](https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/23/coletiva-de-imprensa-caso-isabelle.ghtm?utm_source=openai))
O caso tramita sob segredo de Justiça. Até o momento, as informações divulgadas pelas autoridades apontam para uma queda voluntária, mas não encerram a apuração sobre as circunstâncias que podem ter antecedido a morte nem sobre eventual responsabilidade criminal de outras pessoas. ([cnnbrasil.com.br](https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/adriana-de-luca/nacional/nordeste/ce/pericia-diz-que-isabelle-se-jogou-de-predio-namorado-e-investigado-por-inducao-ao-suicidio/?utm_source=openai))
Fonte: G1