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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Namorado de Isabelle Caracristi é investigado por indução ao suicídio

Prisão preventiva de João Munhoz é investigada por violência psicológica e possível indução ao suicídio de Isabelle Caracristi, em Fortaleza.

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A Polícia Civil do Ceará prendeu preventivamente, em 22 de setembro, João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, sob suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio. A jovem, de 22 anos, morreu após cair do rooftop de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.

Segundo a Perícia Forense do Ceará, as análises preliminares indicam que Isabelle se lançou voluntariamente do prédio. A perícia, no entanto, não encerra a investigação sobre as circunstâncias que podem ter contribuído para a morte.

O caso é apurado com base no artigo 122 do Código Penal, que criminaliza induzir ou instigar alguém a cometer suicídio ou automutilação, além de prestar auxílio material para essas práticas. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de reclusão de dois a seis anos, sem prejuízo de outras acusações que possam ser identificadas.

Para caracterizar o crime, a investigação precisa demonstrar uma conduta concreta e direcionada do suspeito, com relação entre essa conduta e a decisão da vítima. Mensagens, depoimentos, registros de câmeras, dados de celulares e outros elementos podem ser usados para avaliar se houve incentivo, pressão, manipulação ou auxílio.

A Polícia Civil afirma ter recebido relatos de que João mantinha comportamento controlador, restringia a liberdade de Isabelle e tentava limitar seus contatos e deslocamentos. O celular do investigado foi apreendido e dispositivos eletrônicos, imagens e laudos periciais continuam sendo analisados.

A Justiça do Ceará manteve a prisão preventiva após a audiência de custódia, conforme informações divulgadas pela imprensa. A medida tem natureza cautelar e não significa que João tenha sido condenado ou que a responsabilidade criminal esteja comprovada.

A defesa afirma que o investigado não tem relação com a morte de Isabelle e que ele não estava no local no momento da queda. A Polícia Civil ainda aguarda novos depoimentos e a conclusão de perícias para decidir os próximos passos do inquérito.

Fonte: g1

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