O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, foi indiciado por estupro após uma paciente denunciar abusos durante consultas realizadas entre 2014 e 2022, em um consultório particular no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública confirmou o indiciamento em 25 de setembro de 2026 e informou que as investigações continuam. ([band.com.br](https://www.band.com.br/politica/eleicoes/ginecologista-de-82-anos-e-indiciado-por-estupro-durante-consultas-em-sp?utm_source=openai))
A paciente, Esther Neves, hoje com 27 anos, relatou à polícia e ao g1 que o médico teria realizado exames sem luvas, feito fotografias íntimas, exibido vídeos pornográficos e sugado seus seios sob a justificativa de verificar possíveis secreções. Os atendimentos teriam ocorrido quando ela tinha entre 16 e 24 anos.
Segundo Esther, o médico mantinha uma relação antiga de confiança com sua família, havia feito o parto dela e não cobrava pelas consultas. A jovem afirmou que essa proximidade e a autoridade profissional faziam com que tivesse dificuldade para questionar os procedimentos realizados durante os atendimentos.
O inquérito foi instaurado no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra. A polícia ainda apura os fatos, e não houve, até o momento, recebimento de denúncia contra o médico pela Justiça.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu uma sindicância para analisar a conduta profissional de Osmar. O procedimento tramita sob sigilo. ([m1metropole.com.br](https://m1metropole.com.br/cremesp-sindicancia-ginecologista-estupro-sp/?utm_source=openai))
Em depoimento, o ginecologista negou ter praticado atos de conotação sexual durante as consultas. Ele afirmou que os exames eram realizados na presença da mãe da paciente ou de uma auxiliar, confirmou apenas um exame retal — que, segundo sua versão, foi feito com luvas por suspeita de endometriose — e negou ter exibido vídeos pornográficos.
Sobre as fotografias, Osmar confirmou ter realizado uma sessão com Esther, mas disse que as imagens faziam parte de uma campanha de prevenção ao câncer de mama e que foram autorizadas pela paciente e pela mãe dela. A defesa, representada pelo advogado Alessandro Fischer Martins Silveira, negou as acusações e afirmou que demonstrará a inocência do médico durante a investigação, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Esther também relatou impactos na saúde mental e afirmou que faz acompanhamento psiquiátrico. Um atestado médico citado na reportagem registra quadro de ansiedade aguda com sintomas somáticos e prejuízos nas atividades cotidianas.
Fonte: g1