O empresário Abu Chowdhury, de 36 anos, foi condenado nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, por participar do sequestro e das agressões contra três homens em Queens, Nova York, nos Estados Unidos.
Dono de um supermercado no bairro de Hollis, Chowdhury foi considerado culpado por três acusações de sequestro e três de conspiração para cometer os crimes. O veredicto foi anunciado após um julgamento de duas semanas no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, no Brooklyn.
Segundo a acusação, as vítimas foram submetidas a horas de agressões, ameaças e tortura. Em um dos casos, os sequestradores exigiram US$ 20 mil ao pai da vítima, que estava em Bangladesh, em troca da libertação do filho.
O primeiro sequestro ocorreu em março de 2023, depois que Mubarak Dewan publicou vídeos no TikTok desafiando Chowdhury para uma briga. Dewan ficou sob controle do grupo por cerca de 13 horas, período em que foi espancado, dopado e despido, segundo os promotores.
Em 10 de maio de 2023, Sheikh Mahode Hasan Preo, de 21 anos, foi atraído para o carro de Chowdhury pela mulher do empresário, Iffat Lubna. De acordo com a acusação, Preo foi agredido com uma faca e uma barra depois de comentar sobre relacionamentos anteriores e o suposto uso de drogas por Lubna.
No dia seguinte, Mazharul Islam foi ao encontro de Lubna diante de um restaurante em Jackson Heights. Ele acreditava que sairia para comer com ela, mas foi forçado a entrar em uma minivan, espancado e levado a um hotel e, depois, a uma casa abandonada, onde ficou vendado e amarrado no porão.
Islam conseguiu roer as amarras, escapar do imóvel e chamar uma ambulância. Os promotores afirmaram que Chowdhury agia para responder a supostas ofensas contra ele e a mulher e para demonstrar domínio na comunidade de americanos de origem bengalesa em Queens.
A defesa reconheceu que Chowdhury havia agredido os três homens, mas contestou que ele tivesse cometido sequestros. O advogado Anthony Cecutti também questionou a credibilidade das testemunhas que depuseram contra o empresário.
Chowdhury ainda será sentenciado e poderá receber décadas de prisão. Outros integrantes do grupo, incluindo Iffat Lubna, também foram condenados ou se declararam culpados por acusações federais.
Fonte: O Globo