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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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SEGURANÇA

Criminosos usam TikTok para vender material de abuso sexual infantil no Telegram

Criminosos usam códigos no TikTok para atrair interessados e vender material de abuso sexual infantil em canais do Telegram.

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Criminosos usam comentários e publicações no TikTok para atrair interessados na compra de material de abuso sexual infantil comercializado no Telegram, segundo reportagem publicada pelo g1 nesta sexta-feira (25). O veículo monitorou mais de 30 perfis e identificou ao menos 35 links que direcionavam usuários para canais, bots, conversas privadas e páginas internas do aplicativo.

Os responsáveis utilizam códigos para evitar a moderação das plataformas e divulgar o material sem mencionar diretamente o crime. No Telegram, os arquivos são oferecidos em pacotes com fotos e vídeos, com pagamentos por criptomoedas ou PIX e valores que, em alguns casos, começam em R$ 10.

A reportagem encontrou anúncios de conteúdos envolvendo violência sexual e adolescentes. Antes da venda, os criminosos costumam enviar amostras gratuitas ou vídeos autodestrutivos para convencer os interessados de que possuem o material anunciado.

Investigadores ouvidos pelo g1 afirmaram que o uso do PIX não impede a identificação dos envolvidos. As transações deixam registros bancários que podem auxiliar investigações, mesmo quando os criminosos utilizam contas de terceiros ou de pessoas apontadas como laranjas.

A Lei nº 15.487, sancionada em 6 de agosto de 2026, elevou para quatro a dez anos de prisão, além de multa, a pena para produzir, vender ou divulgar material de violência sexual contra crianças e adolescentes. Para adquirir, possuir, armazenar ou solicitar esse conteúdo, a pena prevista é de três a seis anos de reclusão e multa; a legislação também passou a alcançar o acesso ao material com finalidade sexual e representações geradas ou alteradas por inteligência artificial.

Procurados pelo g1, Telegram e TikTok disseram que proíbem esse tipo de conteúdo e adotam medidas de remoção e bloqueio de contas. A Meta afirmou que utiliza tecnologia para detectar violações relacionadas à exploração sexual infantil. Especialistas ouvidos pela reportagem alertaram que redes sociais podem funcionar como porta de entrada para a circulação desse material em outras plataformas.

Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, de forma anônima, além da Polícia Militar, pelo telefone 190, em situações de risco imediato. Casos também podem ser comunicados a delegacias, conselhos tutelares e ao Ministério Público.

Fonte: g1

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