Teresa Cristina apresentou na noite de 23 de setembro de 2026, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, o show “Tudo que eu tenho”, com roteiro inteiramente formado por músicas autorais. A apresentação marcou a estreia carioca da turnê que divulga o primeiro álbum totalmente autoral e inédito da cantora, lançado em 14 de agosto.
O espetáculo havia estreado em Salvador, em 19 de setembro, e reúne 23 músicas, incluindo as dez faixas do novo disco e composições de diferentes fases da carreira da artista, iniciada fonograficamente em 2002. Entre elas estão “Candeeiro”, “Acalanto”, “Pedro e Tereza”, “Cantar”, “Portela” e “A vida me fez assim”. ([salvadordabahia.com](https://www.salvadordabahia.com/eventos/teresa-cristina-apresenta-tudo-que-eu-tenho/?utm_source=openai))
Na avaliação da crítica, o show representa uma afirmação da compositora Teresa Cristina dentro do samba. O repertório também foi associado à trajetória de mulheres que enfrentaram resistências para conquistar espaço como autoras no gênero, entre elas Dona Ivone Lara.
A cantora dividiu o palco com uma banda de oito instrumentistas, sendo quatro mulheres: Jessica Nepomuceno, na bateria; Jessica Zarpey, na percussão; Paula Pardón, no baixo; e Samara Líbano, no violão e na direção musical. A formação ainda contou com João Callado, Paulino Dias, Rodrigo Jesus e Alexandre Caldi.
O repertório percorreu referências do samba tradicional, do samba rural e do samba de roda da Bahia. O bloco final reuniu músicas ligadas à espiritualidade afro-brasileira, como “Canto para Ogum”, “Oferendas”, “Oxum” e “Bato pa ó”.
Apesar de considerar o resultado musicalmente consistente, a crítica apontou certa linearidade cênica e observou que Teresa se movimenta menos no palco do que em espetáculos anteriores. O encerramento ocorreu com “Do fundo do nosso quintal”, de Jorge Aragão e Alberto Souza, executada enquanto a cantora deixava o palco com os músicos.
Fonte: G1