Sete pessoas prestaram depoimento nesta quinta-feira (24) no 2º Distrito Policial, em Fortaleza, durante a investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos. Entre os ouvidos estão a mãe, o irmão e a cunhada de João Munhoz Neto, namorado da jovem, que está preso preventivamente.
Também foram chamados uma amiga do irmão e da cunhada de João, uma amiga de infância de Isabelle e um homem e uma mulher que estavam na área da piscina do condomínio quando a estudante caiu do rooftop, na noite de 13 de setembro.
O irmão de João, a namorada dele e a amiga foram convocados porque teriam levado o investigado de volta ao prédio depois de saberem da morte. O Hyundai Creta usado pelo grupo foi alvo de busca policial, e dois rádios de comunicação e um dispositivo de luz foram encontrados no veículo. Segundo as informações divulgadas, os objetos foram apresentados e devolvidos ao automóvel.
A mãe de João, Sara Regina Alexandre Munhoz, também depôs nesta quinta-feira. Ela foi exonerada, na terça-feira (22), de um cargo de direção na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP). A pasta informou que a medida teve caráter estritamente administrativo.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Isabelle tenha se jogado do terraço do edifício, mas afirma que outras possibilidades ainda não foram totalmente descartadas. Mais de 700 vídeos são analisados, e as imagens de diferentes pontos do condomínio e das áreas próximas são usadas para reconstruir a dinâmica da queda.
João Munhoz Neto foi preso preventivamente em 22 de setembro. Ele é investigado por suspeita de incitação ou induzimento ao suicídio e violência psicológica. A defesa contesta a prisão e afirma que o investigado se apresentou voluntariamente, entregou o celular e se colocou à disposição das autoridades.
O corpo de Isabelle apresentava múltiplas lesões compatíveis com a queda, sem sinais de violência física, segundo a investigação. O celular da estudante e aparelhos eletrônicos apreendidos com a mãe de João também são periciados.
Fonte: g1 Ceará