Raphinha retorna à seleção brasileira nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, após uma temporada de destaque pelo Barcelona. O atacante soma 12 gols nas sete primeiras rodadas do Campeonato Espanhol e outros dois na Liga dos Campeões, enquanto marcou 11 vezes em 41 jogos pela equipe nacional.
O desempenho pelo clube ganhou força depois que Raphinha passou a atuar como centroavante. Antes utilizado nas pontas e também com liberdade pelo meio, o brasileiro assumiu a função de camisa 9 após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres e a tentativa frustrada de contratar Julián Álvarez.
No Barcelona, a mudança aproximou o atacante da área e permitiu que ele explorasse melhor a velocidade e a movimentação no último terço do campo. A equipe também apresenta um modelo de jogo mais consolidado sob o comando de Hansi Flick, com criação constante de oportunidades.
Na seleção, Raphinha costuma atuar pela direita em um sistema com quatro atacantes montado por Carlo Ancelotti. Segundo a análise apresentada na reportagem, o jogador precisa recuar mais para participar da construção das jogadas e acaba distante da posição em que tem produzido mais pelo Barcelona.
A diferença entre os times também influencia o rendimento. O Barcelona tem média de 4,4 gols por partida no Campeonato Espanhol nesta temporada, enquanto a seleção ainda busca maior entrosamento após mudanças recentes na comissão técnica e no elenco.
O atacante também vive momentos distintos de confiança. Enquanto é alvo de críticas quando defende o Brasil, Raphinha ganhou prestígio no Barcelona e se tornou o primeiro brasileiro a exercer a função de capitão na história do clube.
A boa fase pode levar Ancelotti a testar Raphinha como centroavante nos amistosos da seleção brasileira contra a Austrália, em 25 de setembro, e a Índia, em 3 de outubro. A mudança permitiria avaliar se o jogador consegue reproduzir com a camisa nacional o desempenho que apresenta na Catalunha.
Fonte: O Globo