Raphinha retorna à Seleção Brasileira nesta sexta-feira (25), contra a Austrália, após se destacar no início da temporada pelo Barcelona. O atacante marcou 12 gols nas sete primeiras rodadas do Campeonato Espanhol e outros dois na Liga dos Campeões, superando em oito partidas o total de gols que acumulou pelo Brasil em 41 jogos.
A mudança de posicionamento ajuda a explicar o desempenho. Depois das saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres e da tentativa frustrada de contratar Julián Álvarez, Raphinha passou a atuar como centroavante no Barcelona, função inédita em sua trajetória pelo clube.
Na Seleção, o jogador continua escalado principalmente pela direita, em um sistema com quatro atacantes comandado por Carlo Ancelotti. A comissão técnica pode aproveitar a boa fase para testá-lo como camisa 9 durante os amistosos desta Data Fifa.
Para o jornalista Eduardo Burgos, do Diario AS, o Barcelona oferece a Raphinha uma estrutura que o deixa mais próximo do gol. Segundo ele, o brasileiro tem liberdade para se movimentar no último terço, enquanto no Brasil precisa recuar mais para participar da construção das jogadas.
O desempenho também é influenciado pelo funcionamento coletivo das equipes. O Barcelona, treinado por Hansi Flick, tem média de 4,4 gols por partida no Campeonato Espanhol, enquanto a Seleção ainda busca maior entrosamento após mudanças frequentes no comando técnico.
Raphinha também vive momentos diferentes de confiança nos dois ambientes. No Barcelona, tornou-se o primeiro brasileiro a exercer a função de capitão na história do clube e recebeu apoio da torcida, enquanto na Seleção foi alvo de críticas durante a Copa do Mundo.
A relação com Flick foi decisiva para a permanência do atacante no clube. Raphinha afirmou, em janeiro, que teria deixado o Barcelona se o treinador alemão não tivesse chegado e destacado sua importância no elenco.
Agora, o atacante tenta levar à Seleção a fase que o transformou em um dos principais nomes do Barcelona no começo da temporada, começando pelos amistosos contra Austrália e Índia.
Fonte: O Globo