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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Prisão de namorado mantém aberta investigação sobre morte de Isabelle Caracristi

Polícia mantém aberta a investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi após a prisão preventiva do namorado da estudante.

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A Polícia Civil do Ceará mantém em aberto a investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, encontrada no dia 13 de setembro após cair do 23º andar de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. O namorado dela, João Munhoz Neto, foi preso preventivamente em 22 de setembro, sob suspeita de violência psicológica e de possível indução ou instigação ao suicídio.

A Justiça manteve a prisão após a audiência de custódia realizada em 23 de setembro. O caso tramita sob segredo de Justiça, e a defesa pediu a soltura do investigado.

Segundo a Polícia Civil, depoimentos apontam que João mantinha uma relação de controle sobre Isabelle e tentava limitar o contato dela com outras pessoas. A corporação ainda apura se esses elementos têm relação direta com a morte da jovem.

As autoridades também investigam a conduta do namorado após a queda. Relatos indicam que ele teria procurado o celular de Isabelle, impedido a entrada de familiares dela no apartamento e deixado o imóvel, que teria sido limpo e colocado à venda. Essas informações integram a apuração policial e ainda não representam uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.

Na noite da morte, imagens de segurança registraram Isabelle sozinha em um elevador, seguindo para o rooftop do edifício. O local não tinha câmeras, mas a polícia analisa mais de 700 vídeos de outras áreas do condomínio e das proximidades.

Perícias realizadas no apartamento do casal e no rooftop não identificaram sinais de briga ou violência física, de acordo com as informações divulgadas pelas autoridades. O exame no corpo apontou múltiplas lesões compatíveis com a queda.

A Polícia Civil também apreendeu um celular e um tablet da mãe de João durante uma operação no município de Caucaia. O material e outros aparelhos eletrônicos ainda são analisados, enquanto novos depoimentos devem ser colhidos.

A versão apresentada por João em depoimento diverge de relatos feitos pela mãe de Isabelle sobre as comunicações após a morte. O investigado afirmou que estava em uma missa quando soube do ocorrido e que só retornou ao condomínio depois de ser avisado pelo irmão.

A polícia afirma que não descartou outras linhas de investigação. Até o momento, João é investigado, não foi denunciado formalmente e não há condenação contra ele.

Fonte: g1 Ceará

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