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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Polícia aponta controle da rotina de Isabelle por namorado investigado

Polícia diz que namorado de Isabelle Caracristi controlava a rotina da estudante, morta após queda em condomínio de Fortaleza.

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A Polícia Civil do Ceará informou que João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, mantinha um relacionamento controlador e restringia a rotina da estudante de 22 anos em Fortaleza. Ele está preso preventivamente desde 22 de setembro, sob suspeita de indução ao suicídio, ameaça e violência psicológica.

Segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez, depoimentos indicam que Isabelle não podia sair sozinha nem para tarefas simples, como ir à farmácia. A polícia apura se o comportamento do investigado contribuiu para a morte da jovem, encontrada no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, na noite de 13 de setembro.

A investigação aponta, até o momento, que Isabelle caiu voluntariamente do rooftop do edifício. A perícia não identificou sinais de luta corporal ou violência sexual, mas a Polícia Civil afirma que outras responsabilidades ainda estão sendo analisadas.

Os investigadores também apuram a conduta de João após a morte. Conforme os depoimentos reunidos no inquérito, ele teria retornado ao condomínio para procurar o celular da estudante, proibido a entrada de familiares dela no imóvel e deixado o local com malas. O apartamento teria sido limpo e colocado à venda posteriormente.

A Polícia Civil analisa conversas, fotos, aparelhos celulares e mais de 700 vídeos relacionados ao caso. Não havia câmera de segurança no rooftop, mas imagens de outros pontos do prédio e das áreas próximas foram usadas para reconstruir a movimentação antes e depois da queda.

João foi preso preventivamente em 22 de setembro, e a medida foi mantida pela Justiça Estadual após a audiência de custódia realizada no dia seguinte. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados à investigação tramitam em segredo de Justiça.

A defesa afirma que a prisão surpreendeu o investigado e nega que existam elementos que comprovem a indução ao suicídio. A advogada Lígia Peixe também declarou que João teria se apresentado voluntariamente à polícia e entregado o celular para a investigação.

Isabelle cursava Direito e havia conhecido João durante um estágio em um escritório de advocacia. O caso ganhou repercussão depois que a mãe da estudante publicou um vídeo cobrando esclarecimentos e Justiça.

Fonte: g1 Ceará

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