Uma planilha atribuída ao grupo de hackers ShinyHunters contém dados pessoais e informações sobre funções sensíveis de funcionários do FBI, segundo análise da Reuters divulgada em 23 de setembro de 2026. A agência americana confirmou que investiga uma possível invasão relacionada ao portal FBIJobs.gov, mas ainda não determinou a origem do incidente.
O arquivo tem cerca de 5 mil linhas e inclui nomes, endereços, telefones, datas de nascimento, números de Previdência Social e contatos de emergência. A Reuters afirmou ter confirmado individualmente informações de mais de 22 pessoas e verificado dados profissionais de outras oito, mas não conseguiu autenticar toda a planilha.
Entre os registros analisados aparecem funcionários associados a unidades relacionadas a operações sobre China e Rússia, além de atividades ligadas ao Irã, ao Hezbollah, à vigilância, à interceptação de dados, a operações técnicas clandestinas e à inteligência humana, conhecida pela sigla HUMINT.
De acordo com a análise da Reuters, a planilha relaciona 14 funcionários a funções envolvendo a China, nove à Rússia, três a atividades de inteligência sobre o Irã ou o Hezbollah, 18 a tecnologias de interceptação e vigilância e 11 à inteligência baseada em fontes humanas. A agência ressaltou que não foi possível confirmar se todas as funções são autênticas ou continuam atualizadas.
O FBI informou, em comunicado publicado em 23 de setembro, que está ciente das alegações de comprometimento do portal FBIJobs.gov e de possível exposição de informações pessoais de funcionários. A agência disse que ainda apura se o ponto de invasão estava em um fornecedor terceirizado ou na própria estrutura tecnológica do FBI.
A ShinyHunters afirma ter obtido entre 2 e 3 terabytes de dados de funcionários atuais e antigos, além de informações de candidatos a vagas. O grupo também alegou possuir documentos relacionados a verificações de antecedentes, contratações e dados médicos, mas a Reuters não conseguiu confirmar o conteúdo adicional.
Especialistas ouvidos pela Reuters avaliaram que a combinação entre dados pessoais, contatos de emergência e possíveis atribuições operacionais pode aumentar os riscos de assédio, extorsão ou ação de serviços de inteligência estrangeiros. Essas avaliações, porém, não comprovam a autenticidade integral do material nem confirmam que os dados tenham sido extraídos diretamente dos sistemas internos do FBI.
Fonte: g1