O Ministério Público do Ceará denunciou nesta quinta-feira (24) o motorista Leandro da Silva por homicídio culposo após o ônibus que transportava uma equipe de basquete de Juazeiro do Norte tombar na CE-187, em Tauá, em 15 de junho de 2026. Sete integrantes do grupo morreram e outras 31 pessoas ficaram feridas.
Segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Tauá, o motorista agiu com imprudência ao perder o controle do veículo e realizar uma manobra brusca para retornar à pista após a saída do ônibus para o acostamento. A denúncia sustenta que a condução não foi compatível com a segurança exigida para o transporte coletivo de passageiros.
O MPCE afirma que o laudo pericial apontou que a rodovia estava seca, em boas condições de conservação, sem buracos e com visibilidade adequada. O documento também teria indicado que os sistemas de freio e direção, além dos pneus do ônibus, não apresentavam problemas, levando a promotoria a atribuir o acidente a um desvio brusco feito pelo condutor.
Em depoimento à Polícia Civil, Leandro afirmou que tentou desviar de um animal que estaria na pista. De acordo com a versão apresentada por ele, o eixo traseiro do ônibus ficou preso em uma estrutura às margens da rodovia e, ao tentar retornar ao asfalto, o veículo passou por um buraco e tombou.
A Polícia Civil havia indiciado o motorista, em 10 de setembro, pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal. O Ministério Público decidiu separar a apuração das lesões em outro procedimento e determinou novas diligências para identificar todos os passageiros feridos e colher a manifestação das vítimas adultas ou de seus representantes legais.
O acidente ocorreu quando a delegação da Associação Desportiva e Cultural de Juazeiro do Norte retornava de Sobral, onde havia participado de uma competição de basquete. As vítimas fatais tinham entre 15 e 22 anos e incluíam seis atletas e um integrante da comissão técnica.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça. O oferecimento da acusação não representa condenação, e o motorista poderá apresentar sua defesa no processo.
Fonte: g1