Oito marinheiros do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln tentaram tirar a própria vida durante a longa missão da embarcação em apoio à guerra contra o Irã, segundo carta da Marinha dos Estados Unidos divulgada em 23 de setembro de 2026.
De acordo com o documento, um marinheiro da ala aérea caiu no mar no início de agosto e foi resgatado por um helicóptero do porta-aviões. Em março, outro tentou se lançar ao mar, mas foi impedido por colegas.
Os outros seis marinheiros também foram impedidos de pular, segundo relatos publicados pelos jornais Navy Times e Stars and Stripes. As informações foram encaminhadas à senadora Kirsten Gillibrand, democrata de Nova York, que havia cobrado explicações sobre as condições dos militares.
Gillibrand afirmou que a resposta da Marinha mostrou que a situação da tripulação era grave e estava se deteriorando. Ela também criticou o presidente Donald Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, por minimizarem os relatos sobre a pressão enfrentada pelos marinheiros.
O USS Abraham Lincoln, baseado em San Diego, tem cerca de 5 mil marinheiros e estabeleceu um recorde da Marinha ao permanecer 300 dias no mar sem fazer escala em um porto. O grupo de ataque reúne aproximadamente 6 mil militares.
O contra-almirante Donald J. Guter classificou as oito tentativas como um número alarmantemente alto e indicativo de estresse grave. Já o almirante Brad Cooper disse que o Lincoln está entre os porta-aviões americanos com menor número de casos relacionados à saúde mental, mas reconheceu que missões prolongadas no mar são desafiadoras.
Fonte: O Globo