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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

Ginecologista é investigado por estupro após denúncia de paciente em São Paulo

Ginecologista de 82 anos é investigado por estupro após paciente denunciar abusos durante consultas em São Paulo.

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O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, é investigado por estupro após uma paciente denunciar abusos cometidos durante consultas realizadas entre 2014 e 2022, em um consultório no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

Esther Neves, hoje com 27 anos, afirmou que conhecia o médico desde a infância e que ele mantinha uma relação de confiança com sua família. Segundo o relato, durante os atendimentos, Trojan teria realizado exames sem luvas, feito fotografias íntimas e exibido vídeos pornográficos.

A paciente também declarou que o médico teria feito registros de seus seios, vagina e ânus sob a justificativa de produzir material relacionado à prevenção do câncer de mama. Em outro episódio, segundo Esther, ele teria sugado seus seios durante uma consulta para verificar uma possível secreção.

O inquérito foi instaurado no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra após solicitação do Ministério Público. A investigação ainda não foi concluída, e o médico não foi indiciado nem se tornou réu.

Em depoimento à polícia, Trojan negou qualquer ato de conotação sexual e afirmou que os exames eram realizados com a presença da mãe da paciente ou de uma auxiliar. Ele confirmou ter feito um exame retal, mas disse que o procedimento ocorreu uma única vez, com luvas, por suspeita de endometriose.

O médico também negou ter exibido vídeos pornográficos. Sobre as fotografias, afirmou que realizou uma sessão autorizada pela paciente para uma campanha de combate ao câncer de mama e que não mantém arquivos com imagens íntimas de pacientes.

O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira declarou que a defesa confia que o médico demonstrará sua inocência durante a investigação, com o exercício do contraditório e da ampla defesa. A defesa também ressaltou que o inquérito tramita sob sigilo e que ainda não houve denúncia recebida pela Justiça.

Esther relatou que passou a compreender os episódios como abusivos após iniciar tratamento psicológico. Ela afirmou que enfrentou crises de ansiedade, foi internada em 2024 e continua em acompanhamento psiquiátrico.

Fonte: g1

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