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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Ginecologista é investigado após paciente relatar abusos em consultas

Ginecologista de 82 anos é investigado após paciente relatar abusos, fotos íntimas e exibição de vídeos pornográficos em consultas.

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O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, é investigado por estupro após a paciente Esther Neves relatar abusos cometidos durante consultas realizadas entre 2014 e 2022, em um consultório particular no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo Esther, os episódios começaram quando ela tinha 16 anos e incluíram exames sem luvas, fotografias íntimas, exibição de vídeos pornográficos e contato físico de natureza sexual sob justificativas médicas. A jovem também afirmou que o médico teria sugado seus seios durante uma consulta e fotografado suas mamas, vagina e ânus.

O inquérito foi instaurado no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra após solicitação do Ministério Público. A investigação ainda não foi concluída, e o médico não foi indiciado até a publicação da reportagem.

Em depoimento à polícia, Trojan negou ter praticado atos de conotação sexual. Ele afirmou que os exames eram realizados na presença da mãe da paciente ou de uma auxiliar, confirmou apenas a realização de um exame retal, com luvas, e disse que o procedimento ocorreu por suspeita de endometriose.

O médico também negou ter exibido pornografia e declarou que mostrava às pacientes vídeos do YouTube sobre pompoarismo e autoexame das mamas. Sobre as fotografias, confirmou uma sessão no consultório, mas afirmou que elas faziam parte de uma campanha de prevenção ao câncer de mama e que Esther autorizou o procedimento.

O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira, que representa o ginecologista, disse que a defesa confia que o médico demonstrará sua inocência durante a investigação, com base no contraditório, na ampla defesa e na produção das provas. A defesa também ressaltou que o inquérito tramita sob sigilo e que ainda não houve denúncia recebida pela Justiça.

Esther afirmou que só compreendeu a natureza abusiva das situações depois de iniciar tratamento psicológico. Ela relatou crises de ansiedade e internação em 2024, além de acompanhamento psiquiátrico e uso de medicamentos.

Fonte: g1

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