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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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SEGURANÇA

Dono de escritório diz que Isabelle se sentia sufocada com supervisão do namorado

Dono do escritório onde Isabelle estagiou diz que ela relatou se sentir sufocada pela supervisão do namorado no trabalho.

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Rudá Bezerra, proprietário do escritório onde Isabelle Caracristi estagiou em Fortaleza, afirmou à Polícia Civil que a jovem relatou se sentir “sufocada” pela forma como o namorado, João Munhoz Neto, supervisionava seu trabalho. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pelo advogado do empresário, Leandro Vasques.

Segundo o defensor, Isabelle disse que João não permitia que ela participasse de audiências sozinha nem executasse atividades profissionais com independência. Ela teria relatado estar “presa” e sem desenvoltura para desempenhar as funções no escritório.

De acordo com Vasques, Rudá advertiu João e determinou que ele permitisse maior autonomia à estagiária. O proprietário também teria mudado a posição dos computadores para reduzir a proximidade física entre os dois e afirmou que poderia desligar Isabelle caso a situação não mudasse.

O relacionamento entre Isabelle e João era conhecido no escritório, conforme o advogado. Rudá teria conversado separadamente com os dois para pedir que a relação pessoal não interferisse no ambiente profissional.

Isabelle foi admitida em julho de 2026 e pediu desligamento em 17 de agosto, alegando questões pessoais. Ainda segundo a defesa do proprietário, João deixou de atuar presencialmente e passou a trabalhar de forma remota no mesmo período.

A estudante foi encontrada morta em 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela tenha se jogado do rooftop do prédio, mas mantém a investigação aberta e apura se João teria induzido a jovem ao suicídio.

João está preso preventivamente e é investigado com base nos artigos 122 e 147 do Código Penal, relacionados a induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio e ameaça. A defesa dele contesta a prisão e afirma que o investigado se apresentou voluntariamente, entregou o celular e se colocou à disposição das autoridades.

A investigação continua com a análise de celulares, vídeos e novos depoimentos. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados ao caso tramitam em segredo de Justiça.

Fonte: g1 Ceará

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