O proprietário do escritório onde Isabelle Caracristi trabalhou como estagiária relatou à Polícia Civil que a jovem se sentia “sufocada” pela dinâmica profissional com o namorado, João Munhoz Neto. Segundo o advogado Leandro Vasques, que representa Rudá Bezerra, Isabelle afirmou que era impedida de atuar de forma independente e sofria supervisão insistente de João. ([hugogloss.uol.com.br](https://hugogloss.uol.com.br/brasil/caso-isabelle-caracristi-dono-de-escritorio-onde-casal-trabalhava-revela-queixa-da-jovem-sobre-o-namorado/?utm_source=openai))
De acordo com o relato, Rudá advertiu João e determinou que a estagiária tivesse mais autonomia. O proprietário também teria mudado a posição dos computadores para reduzir a proximidade física entre os dois no ambiente de trabalho.
Isabelle começou a trabalhar na Focus Correspondência Jurídica em julho de 2026 e pediu desligamento em 17 de agosto, por motivos pessoais, conforme a versão apresentada à polícia. João não era sócio do escritório, mas atuava na gestão e na supervisão da equipe, incluindo a distribuição de tarefas a estagiários e funcionários.
O relacionamento entre os dois era conhecido pelo proprietário, segundo a defesa de Rudá. Ainda conforme o advogado, o gestor conversou individualmente com Isabelle e João para pedir que separassem a relação pessoal da profissional. Depois da saída da jovem, João teria pedido que ela fosse readmitida e passou a trabalhar remotamente.
Isabelle foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A perícia apontou que a queda do rooftop foi voluntária e não identificou sinais de violência no corpo, mas a Polícia Civil mantém a investigação sobre a possibilidade de indução ao suicídio e analisa materiais apreendidos e depoimentos. ([hugogloss.uol.com.br](https://hugogloss.uol.com.br/brasil/caso-isabelle-caracristi-dono-de-escritorio-onde-casal-trabalhava-revela-queixa-da-jovem-sobre-o-namorado/?utm_source=openai))
João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso preventivamente e é investigado por possível induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio e por ameaça. A defesa contesta a prisão, enquanto o Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados ao caso tramitam sob segredo de Justiça.
Fonte: g1 Ceará