Dezenas de representantes de países deixaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, o plenário da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Parte dos diplomatas deixou a sessão, enquanto outros vaiaram o premiê. Integrantes da equipe israelense aplaudiram de pé, e o presidente da sessão precisou pedir ordem no plenário.
Ao iniciar a fala, Netanyahu chamou de “covardes morais” os representantes que permaneciam no local e pediu que também deixassem a Assembleia. O primeiro-ministro ainda criticou Reino Unido e França ao responder a acusações de colonialismo contra Israel.
O protesto ocorreu em meio ao aumento das críticas internacionais à guerra na Faixa de Gaza e à violência de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada. Segundo a AFP, a delegação palestina havia solicitado previamente que outras missões participassem da retirada.
Netanyahu é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à guerra em Gaza. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, havia defendido que os Estados Unidos cumprissem a ordem, embora a prefeitura não tenha autoridade para executá-la.
A passagem de Netanyahu pelos Estados Unidos foi breve, com poucas reuniões bilaterais previstas. O gabinete do primeiro-ministro informou que ele tinha encontros programados com líderes de Argentina, Bolívia, Paraguai, Panamá, Etiópia, Grécia, Eslovênia e Papua-Nova Guiné.
Fonte: O Globo