Dezenas de representantes de países deixaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, o plenário da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Parte dos diplomatas saiu sob vaias de outros presentes, enquanto integrantes da equipe israelense aplaudiam de pé. O presidente da sessão pediu ordem no plenário.
Ao iniciar a fala, Netanyahu chamou de “covardes morais” os representantes que permaneciam no local e os desafiou a deixar a Assembleia. O primeiro-ministro também criticou Reino Unido e França ao responder a acusações de colonialismo contra Israel.
O protesto ocorreu em meio ao aumento das críticas internacionais à atuação de Israel na guerra na Faixa de Gaza e à violência de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada. A delegação palestina havia pedido que os países-membros participassem da manifestação.
A delegação brasileira também deixou o plenário durante o discurso. O chanceler Mauro Vieira não estava no local porque participava de um evento em apoio à UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos.
Representantes de países árabes, africanos e europeus também saíram. Permaneceram no plenário diplomatas dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, e de países como Reino Unido, Noruega, França e Itália.
Netanyahu é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional por acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à guerra em Gaza. Os Estados Unidos não integram o tribunal.
Fonte: O Globo