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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

Cremesp abre sindicância contra ginecologista indiciado por estupro

Cremesp abriu sindicância contra ginecologista de 82 anos indiciado por suspeita de estupro de paciente em São Paulo.

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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) instaurou uma sindicância para apurar a conduta do ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, formalmente indiciado pela Polícia Civil por suspeita de estupro contra uma paciente. O caso tramita sob sigilo e envolve atendimentos realizados em um consultório no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

A sindicância é uma etapa preliminar de apuração no âmbito do conselho profissional. Nessa fase, podem ser reunidos documentos e depoimentos, além de manifestações da denunciante e do médico. Se forem identificados indícios de infração ética, o Cremesp poderá abrir um processo ético-disciplinar.

A paciente, Esther Neves, hoje com 27 anos, afirma que foi atendida pelo ginecologista entre 2014 e 2022, dos 16 aos 24 anos. Segundo o relato, os atendimentos incluíram exames que ela considerou inadequados, fotografias íntimas, exibição de vídeos pornográficos e contato físico sob justificativas médicas.

O inquérito policial foi instaurado no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra após solicitação do Ministério Público. A Secretaria da Segurança Pública informou que o médico foi formalmente indiciado pelo crime previsto no artigo 213 do Código Penal e que as investigações continuam.

Trojan negou as acusações em depoimento à polícia. Ele afirmou que os exames eram realizados na presença da mãe da paciente ou de uma auxiliar, confirmou ter feito uma sessão de fotos, mas disse que as imagens integravam uma campanha de prevenção ao câncer de mama e foram autorizadas por Esther.

O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira declarou que a defesa confia que o médico demonstrará sua inocência durante a investigação. A defesa também ressaltou que o inquérito tramita sob sigilo, que ainda não houve recebimento de denúncia pela Justiça e que deve ser respeitada a presunção de inocência.

Fonte: g1

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