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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Corredores apontam banheiros do Japão como referência em provas de rua

Maratonistas relatam experiências com banheiros em provas de rua e apontam o Japão como referência em limpeza, organização e quantidade.

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Maratonistas destacam a estrutura e a limpeza dos banheiros usados em provas de rua no Japão, enquanto relatam dificuldades com filas, falta de papel e más condições em eventos de outros países, incluindo o Brasil.

A maratonista e criadora de conteúdo Dani Germano, de 34 anos, passou a levar lenços umedecidos para as corridas depois de enfrentar problemas durante a SP City. Na edição do ano passado, ela precisou parar quatro vezes por causa de um quadro de diarreia e encontrou banheiros com pouca ou nenhuma reposição de papel.

Na Maratona de Nagoya, exclusiva para mulheres, Dani teve uma experiência diferente. Segundo ela, o banheiro estava limpo, havia voluntários para orientar os corredores e o descarte de copos e embalagens ocorria em locais específicos.

Durante a Maratona de Tóquio, em 2026, ela também se surpreendeu com a quantidade de banheiros públicos distribuídos pelo percurso. Dani afirmou que os espaços eram limpos, sinalizados e acompanhados por voluntários com placas de orientação.

Nilson Lima, de 73 anos, que afirma ter concluído 435 maratonas em diferentes países, concorda que os banheiros japoneses estão entre os melhores. Ele considera que a estrutura da Maratona de Biwako, realizada em 2024 na província de Shiga, foi a mais eficiente que encontrou.

Segundo Nilson, o local tinha filas organizadas, limpeza após cada uso, reposição constante de papel higiênico e lixeiras adequadas. Ele também relatou a presença de muitos banheiros e mictórios coletivos em outras provas realizadas no Japão.

A comunicadora Cacá Filippini, de 47 anos, aprovou o uso de um mictório feminino da marca francesa Lapee durante a Maratona de Berlim. A estrutura aberta tem três cabines em espiral e, na avaliação dela, permite fazer uma parada rápida sem enfrentar as filas dos banheiros convencionais.

Cacá também relatou boas condições nos banheiros da Maratona de Nova York e disse que já precisou improvisar durante treinos e provas. Para ela, a conservação desses espaços também depende da cultura de higiene dos usuários.

No Brasil, o influenciador Silvio Boia elegeu os banheiros da Maratona Muralha Up and Down, entre Visconde de Mauá e Penedo, no Rio de Janeiro, como os melhores que já encontrou em uma corrida nacional. Segundo ele, as cabines da arena são adaptadas sobre um trailer, têm rampa de acesso, ar-condicionado e limpeza frequente.

Silvio também observou que provas realizadas em estádios, shoppings ou outros complexos podem oferecer aos corredores acesso a banheiros convencionais. A instalação de banheiros próximos aos pontos de hidratação, segundo ele, também se tornou mais comum em alguns eventos.

Fonte: O Globo

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