O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, acusou Israel de conduzir um "plano colonial maligno" para forçar palestinos a deixar sua terra natal, durante discurso pré-gravado na Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026.
Abbas afirmou que as ações israelenses em Gaza e na Cisjordânia ocupada se baseiam, segundo ele, em "discriminação racial, limpeza étnica e terrorismo". Também disse que suas esperanças de uma coexistência pacífica com Israel estão no nível mais baixo, mas defendeu a criação de um Estado palestino democrático, não militarizado e baseado no Estado de Direito.
O líder palestino declarou que o risco já não se limita a comprometer a solução de dois Estados, mas ameaça a existência do povo palestino em sua própria terra. Ele classificou a ofensiva israelense como uma "guerra genocida" que provocou uma catástrofe humanitária.
Abbas pediu que a comunidade internacional se manifeste contra as ações de Israel e questione o fornecimento de armas ao país. Também afirmou que o plano de paz de 20 pontos para Gaza, lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não avançou na prática.
O presidente da Autoridade Palestina ainda condenou a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia e acusou colonos de intensificarem a violência contra civis palestinos. Segundo ele, demolições de casas, postos de controle e incursões ocorrem sob um sistema marcado por discriminação racial, limpeza étnica e terrorismo de Estado.
Foi o segundo ano consecutivo em que Abbas discursou virtualmente na Assembleia Geral, após o governo dos Estados Unidos se recusar a conceder um visto para sua entrada no país. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estava previsto para discursar algumas horas depois.
Fonte: O Globo