O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, mudanças no currículo do ensino médio para preparar trabalhadores para um eventual ciclo de reindustrialização no estado. A declaração foi feita durante uma agenda no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Segundo Haddad, a atração de empresas e a modernização do parque industrial exigiriam uma formação profissional alinhada a áreas como automação, robótica, inteligência artificial e análise de dados. Ele afirmou que pretende adaptar o ensino médio às demandas da chamada indústria 4.0.
O candidato também disse que São Paulo deveria aproveitar os efeitos da reforma tributária para atrair investimentos industriais de outras regiões do país e do exterior. Na avaliação dele, o estado poderia se tornar uma plataforma de exportação de produtos industrializados.
Entre as medidas apresentadas, Haddad citou a criação de um banco de desenvolvimento estadual inspirado no BNDES, com crédito e apoio técnico para investimentos. A proposta prevê transformar a Desenvolve SP em uma instituição voltada à reindustrialização, ideia que o candidato já havia defendido em agosto. ([cnnbrasil.com.br](https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/reindustrializar-sp-comeca-pela-educacao-diz-haddad-ao-lancar-plano/))
Haddad também propôs ampliar a participação das universidades públicas e da Fapesp na produção de ciência e tecnologia. Para a qualificação de trabalhadores da iniciativa privada, defendeu uma parceria com o Sistema S para programas de requalificação profissional.
A estratégia apresentada pelo candidato associa educação profissional, pesquisa, crédito e infraestrutura à retomada da indústria paulista. Em agosto, ao lançar seu plano de educação, Haddad já havia defendido maior integração entre escolas, universidades, institutos federais e empresas. ([cnnbrasil.com.br](https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/reindustrializar-sp-comeca-pela-educacao-diz-haddad-ao-lancar-plano/))
O candidato afirmou ainda que a reindustrialização deveria alcançar, além do ABC, regiões como o Alto Tietê, Sorocaba, Campinas e Cubatão. Ele também defendeu que o Brasil amplie a produção voltada ao mercado externo.
Fonte: G1